Os médicos aprovados em concurso realizado em abril do ano passado, ao contrário do que tinha prometido o Governo do Estado de São Paulo, ainda não foram contratados para integrar o corpo clínico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Embora o governo tenha convocado, por meio do Diário Oficial do Estado de 29 de dezembro de 2015, os médicos aprovados a se apresentarem no dia 7 de janeiro, eles ainda não foram contratados efetivamente pelo Instituto hoje carente de recursos humanos.
Nesse processo, conhecido como anuência, o profissional aprovado em concurso comparece em hora e local determinados para manifestar se tem interesse (ou não) na vaga oferecida. A partir daí, em tese, é questão de dias para que a contratação do futuro servidor se efetive.
Por causa da carência de médicos, sobretudo nefrologistas, os residentes do Emílio Ribas fizeram uma paralisação de duas semanas em dezembro de 2015. Durante a greve, eles bloquearam a Avenida Doutor Arnaldo (via importante da capital paulista que fica em frente ao Instituto) em duas ocasiões.
“Esperamos que o Governo do Estado cumpra com o compromisso que estabeleceu com os médicos residentes do Emílio Ribas, mas também com toda a população de São Paulo, principalmente com os usuários daquele hospital”, diz Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). “É falha grave do governo não nomear imediatamente no prazo que foi negociado junto aos residentes e médicos do Instituto Emílio Ribas”, acrescenta o presidente do Simesp.