O Exame do Cremesp contou com a participação de 2.852 formandos em Medicina na primeira edição obrigatória da prova, que aconteceu neste domingo, 11 de novembro. A avaliação foi realizada na capital, em Botucatu, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto e Taubaté.
Do total de 2.924 formandos inscritos (2.530 formandos das 28 escolas paulistas e 394 oriundos de cursos de outros Estados), 2,46% não compareceram, o que corresponde a 72 ausentes.
A prova contou com 120 questões objetivas de múltipla escolha que abrangem problemas comuns da prática médica, de diagnóstico, procedimentos e outras situações, em nove áreas básicas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Saúde Mental, Epidemiologia, Ciências Básicas e Bioética.
Pela primeira vez, o Cremesp tornou o Exame obrigatório por meio da Resolução nº 239 de 25/07/2012. De 2005 a 2011, a avaliação foi voluntária. Dos 4.821 formandos que participaram nestes sete anos de aplicação da prova, quase a metade (2.250 ou 46,6%) foi reprovada, pois acertou menos de 60% das questões.
O comprovante de participação no Exame deste dia 11 de novembro será exigido para o registro profissional do médico no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Mas o registro não dependerá do desempenho ou da aprovação no Exame. O resultado individual, por aluno, é confidencial.
Por força de lei, o Cremesp não pode condicionar o registro à aprovação em um exame. Isso exigiria uma lei federal, como a que instituiu o Exame da OAB, o que está em tramitação no Congresso Nacional.
“A adesão dos formandos ao Exame obrigatório demonstra que o Cremesp está no caminho certo. Agora será possível apontar com mais propriedade as falhas do ensino médico e teremos evidências e subsídios sobre o atual estágio de formação médica em São Paulo, no sentido de aprimorá-lo”, diz Renato Azevedo Júnior, presidente da Casa.
“Estamos satisfeitos pela baixa abstenção, o que demonstra a adesão responsável dos formandos”, comenta Mauro Aranha, vice-presidente do Cremesp.
Para o coordenador do Exame e conselheiro do Cremesp, Bráulio Luna Filho, “esta é uma nova fase do Exame, que terá como consequência uma avaliação realista das condições do ensino médico no Estado de São Paulo. Isso nos possibilitará estabelecer um diálogo profícuo com as escolas médicas sobre as deficiências e o que deve ser melhorado, mas, fundamentamente, construir um sistema de avaliação científico e sério”, avalia.
Resultados sairão em breve
O Cremesp divulgará os resultados assim que a Fundação Carlos Chagas, organizadora do Exame, encerrar a análise dos dados. Se o participante obter abaixo de 60% de acertos da prova, será considerado reprovado.
Eventuais provas entregues em branco ou anuladas por outro motivo serão desconsideradas na computação final dos resultados.
Serão divulgadas as médias de acertos por área do conhecimento médico, além de exemplos de questões e percentuais de erros. As notas individuais serão encaminhadas confidencialmente a cada participante. Os cursos de Medicina receberão um relatório pormenorizado do desempenho de seus alunos por área do conhecimento, preservando a identidade do formando.