O perfil da população médica e os motivos da má distribuição de profissionais pelo país são revelados na pesquisa Demografia Médica no Brasil 2: Cenários e indicadores de distribuição, desenvolvida em parceria entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
O estudo, coordenado pelo pesquisador Mario Scheffer, mostra que nos últimos 42 anos, o total de médicos no país cresceu 557,7% enquanto que a população em geral aumentou 101,8%. Estão em atividade no Brasil 388.015 médicos, o que significa, em nível nacional, uma razão de 2 profissionais por grupo de mil habitantes.
A pesquisa confirma a tendência de concentração dos médicos nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste lidera o ranking com 2,67 profissionais por mil habitantes e o Sul, com 2,09. A região Centro-Oeste tem 2,05. No Nordeste o índice é de 1,23 e no Norte, 1,01. Dos 388 mil médicos no país, 55,5% atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).
O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, avalia que o trabalho subsidiará a elaboração de políticas públicas nos campos do trabalho e do ensino médico. "Esperamos que os gestores tomem as medidas necessárias para que a Medicina possa ser exercida em sua plenitude. Com isso, os médicos poderão cumprir sua missão em prol da melhoria da saúde do ser humano e do bem estar da sociedade".
Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp, também concorda com a importância da ampliação do debate com o governo federal. Nosso objetivo é superar o que entendemos ser um falso dilema – ‘faltam ou não faltam médicos no Brasil?’ – agregando dados que podem ajudar a estabelecer um diagnóstico mais preciso e abrir o debate com o governo sobre possíveis soluções".
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