“Lutamos pela reestruturação do Hospital Universitário, pela contratação de profissionais qualificados, aumento do repasse de verba para o HU, voltando aos 8% que era previsto no orçamento da USP antes de iniciar esse desmonte”, defende Vilton Raile, membro da comissão de greve dos residentes de pediatria da FMUSP.
Raile ressalta que o HU-USP está sofrendo um desmonte progressivo, iniciado em 2014, quando o então reitor, Marco Antonio Zago, não conseguiu aprovar a proposta de desvincular o hospital da universidade para fosse de responsabilidade da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Na ocasião, a reitoria iniciou um Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP, o que resultou na redução do quadro funcional, até hoje sem reposição.
De acordo com o diretor do Simesp, Gerson Salvador, a reitoria da universidade tratou o HU como prescindível e dispensável, mas a comunidade que utiliza o hospital, os estudantes e os funcionários acreditam que a unidade é essencial e defendem este modelo. “25% dos leitos de internação do HU e 40% de UTI foram fechados por falta de profissionais”, conta Salvador, que também é médico no hospital.
“O HU vem sofrendo um sucateamento, como um plano de gestão por parte do reitor e também redução do repasse na gestão anterior do governador Alckmin. Tudo isso, culminou com o fechamento do pronto-socorro da pediatria, obviamente que essa é só uma nuance de toda a questão”, relata o residente. O pronto-socorro infantil do HU foi fechado, em 21 de novembro, por falta de recursos humanos e agora só atenderá pacientes de urgência que forem encaminhados de outras unidades de saúde.
Serviço:
Ato dos estudantes e residentes da USP, hoje, 6 de dezembro
Concentração: às 16h
Caminhada: às 17h
Local: FMUSP (av. Dr. Arnaldo, 455, Cerqueira César, São Paulo – SP)