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Estudantes de medicina discutem, com deputado, PL de exame de ordem

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10/10/2011 | Notícia Simesp

Estudantes de medicina discutem, com deputado, PL de exame de ordem

Estudantes de Medicina das cidades de Porto Alegre, Brasília e São Paulo discutiram na noite da última sexta-feira (7) os projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados e que intui o exame de ordem para médicos. Organizado pelo Núcleo Acadêmico SIMERS (NAS), o evento na sede do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (SIMERS) contou com a presença do deputado federal gaúhco e relator da matéria Ronaldo Nogueira, que considerou esclarecedor o debate e que em breve agendará audiência pública no Congresso Nacional para aprofundar a discussão.

Nogueira mostrou grande interesse pela proposta defendida pelo presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes, que acompanhou todo o debate. O deputado admitiu que poderá elaborar um projeto substitutivo com a medida, como alternativa à prova clássica, após a graduação, modelo adotado pela OAB e com alto índice de reprovação.

Argollo considera que a melhor forma de fazer controle de qualidade das faculdades é instaurar provas anuais aos alunos, que evoluiriam dentro da formação de acordo com a avaliação. "Assim não penalizaríamos o profissional que, depois de seis anos de estudo e investimento, poderia ser reprovado em um exame teórico, quando a culpa pela má-formação hoje é das escolas muito ruins que o MEC não tem coragem de fechar", argumentou o dirigente médico.

A presidente do NAS, Pauline Josende, ressaltou que as propostas que estão sendo examinadas na Câmara têm forte oposição dos futuros médicos. "Esse exame não avaliará a prática do profissional, que seria a única forma de dimensionar as condições de prestar assistência. Além disso, os médicos reprovados virarão mão de obra barata, pois atuarão em serviços, com subconratos, semelhante ao que vemols no Direito, onde bacharéis trabalham nos escritórios, fazem tudo que um advogado faz, só não assinam como tal", contrapôs Pauline.

O presidente da Associação dos Estudantes de Medicina de Brasília, Barbosa, reforçou a análise da presidente do NAS. Para Barbosa, cabe ao MEC exercer seu poder de fiscalização para garantir que as faculdades preparam de forma adequada os profissionais. "Em dez anos, foram criadas mais de 80 novas escolas. O maior serviço à qualidade da Medicina no Brasil seria prestado pelo Ministério, se ele realmente monitorasse a formação nas instituições".

O membro do comitê acadêmcia da Escola Paulista de Medicina, Flávio Taniguchi, que também esteve na Capital, convocou os estudantes a se mobilizarem em todo o País para impedir o exame. Para Taniguchi, os maiores prejudicados serão os alunos e recém-formados. "Em São Paulo, temos a prova do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) que é esvaziada e pretende julgar a formação com questões teóricas".