Na 8ª edição do Exame do Cremesp, realizado no ano passado, 17 escolas de Medicina alcançaram média de 60% enquanto 11 tiveram desempenho inferior a 60%. A maior nota foi 70% e a menor, 44%. Os resultados gerais obtidos na prova foram entregues, em caráter confidencial e individualmente para cada representante de faculdade presente na reunião realizada na sede do Cremesp, neste 21 de janeiro. Conforme o Conselho havia se comprometido com escolas e alunos, não será divulgado o ranking com o desempenho das faculdades nem dos alunos.
Participaram da apresentação 21 diretores e coordenadores de faculdades de Medicina do Estado de São Paulo, o presidente da Casa, Renato Azevedo, os coordenadores do Exame, Reinaldo Ayer e Bráulio Luna Filho, e demais conselheiros.
Ayer explicou que a obrigatoriedade do Exame, a partir do ano passado, ampliou o número de alunos participantes e apresentou os mesmos resultados de outras edições, confirmando a confiabilidade da amostra.
Para Luna Filho, a discussão sobre o Exame do Cremesp, que passou a ser obrigatório a partir do ano passado, contribuiu para que algumas escolas melhorassem a qualidade de ensino e estivessem entre as 17 com melhor desempenho.
A partir dos resultados obtidos pelas escolas, a proposta dos coordenadores do Exame é reunir-se com as escolas e auxiliá-las na discussão sobre as melhorias na qualidade do ensino. “O Cremesp continua a defender que seja sancionada lei federal que transforme o exame de proficiência em obrigatório para o exercício da Medicina. Se o aluno for aprovado, recebe o registro profissional. Se não for, estuda mais um ano. O Exame pode ser aperfeiçoado, mas deve existir”, afirmou Azevedo.