O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira Filho, havia marcado uma entrevista coletiva para esta manhã (31), no hotel Novotel Jaraguá, no centro de São Paulo, mas o evento não aconteceu por falta de jornalistas e por falta de assunto.
A princípio, o evento foi marcado para que fosse apresentado as ações definidas em conjunto com os presidentes de sindicatos médicos de todo o país. No entanto, o presidente da Fenam suspendeu a entrevista ontem à noite (30) sem comunicar a decisão. Quem chegou lá, deu com a cara na porta. Vieram a São Paulo seis sindicatos médicos dos 53 filiados a Fenam para acompanhá-lo.
Reunião
O presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), João Ladislau Rosa, recebeu ontem os representantes dos sindicatos médicos e F. Filho.
No encontro, o presidente da Fenam rebateu as críticas veiculadas na reportagem “Golpe: Vergonha para os Médicos”, publicada na edição de número 80 revista DR!, que relatava o vexame de F. Filho durante o Congresso Extraordinário Charles Damian, realizado no Rio em novembro passado, para mudar, de maneira autoritária e sem consultar os delegados presentes, o estatuto da entidade para prorrogar seu mandato à frente da entidade e aumentar, posteriormente, sua remuneração mensal para pouco mais de R$ 28 mil.
Na reunião com Ladislau, F. Filho disse, em nota sobre o encontro publicada no site da Fenam, que “qualquer posição de crítica é bem vinda, desde que seja legítima. Nós não temos dúvida de que tudo isso (o congresso) foi feito dentro da lei”. Mas não é o que entende a maioria dos sindicatos médicos do Brasil.