Na noite da última segunda-feira, dia 15 de janeiro, as entidades médicas paulistas realizaram a primeira reunião do ano para debater os rumos da mobilização médica em torno da saúde suplementar. O presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, esteve presente ao encontro.
A Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar pede para que os médicos compararem os valores pagos pelos planos de saúde com os que foram propostos pelas empresas em negociação ocorrida no ano passado.
Na ocasião, as entidades também levantaram a possibilidade de criar um indicador para reajuste dos honorários médicos, mesclando diversos índices econômicos.
A próxima reunião estadual está agendada para 13 de fevereiro.
Movimento nacional
A primeira reunião da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (CONSU) precedeu a reunião estadual. No dia 12 de janeiro, em Brasília, ficou definido que a luta por contratos coletivos entre médicos e operadoras de saúde será uma das principais bandeiras do movimento médico. Durante o encontro, a Comissão debateu que pontos de reivindicação e defesa junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na busca de uma relação contratual mais justa e equilibrada entre profissionais e operadoras de planos de saúde.
A CONSU irá solicitar uma reunião com representantes da ANS para apresentar os pontos reivindicados para a negociação coletiva. Na pauta do encontro, estarão os critérios de credenciamento e descredenciamento, reajustes e periodicidade nos honorários médicos e de glosa.
Em 2 de março, as entidades nacionais devem se reunir para uma discussão ampliada sobre os rumos da mobilização, em todo Brasil, levando-se em conta as diretrizes da CONSU – Comissão Nacional de Saúde Suplementar.