Simesp

Entidades reúnem-se no III Fórum Nacional de Especialidades Médicas

Home > Entidades reúnem-se no III Fórum Nacional de Especialidades Médicas
17/01/2012 | Notícia Simesp

Entidades reúnem-se no III Fórum Nacional de Especialidades Médicas

Entidades médicas nacionais reuniram-se para debater os critérios de formação e de área de atuação do médico no país durante o III Fórum Nacional de Especialidades de Médicas, no último sábado, 14 de janeiro. Organizado pelo CFM e pela AMB, o evento contou também com a participação da Fenam e das entidades médicas paulistas, órgãos de governo, representantes de escolas médicas e sociedades de especialidade, reunindo cerca de 200 participantes. Atualmente, de acordo com a Resolução CFM 1973/2011, são reconhecidas 53 especialidades médicas e 53 áreas de atuação.

O presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, esteve presente ao encontro representando também a Fenam. Na ocasião, alertou sobre as condições precárias de condições de trabalho de médicos que atuam na urgência e emergência em todo o Brasil. “Não há nenhum destaque de mérito a se fazer. Não há o mínimo de respeito aos preceitos mínimos dos direitos humanos. “É inadiável a necessidade de melhorar o atendimento à urgência e emergência”, destacou Carvalhaes.

Os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho, que discutiram os seguintes tópicos: impacto do reconhecimento das especialidades médicas na formação médica, na profissão, na assistência à Saúde e para a sociedade em geral; parâmetros que definem especialidade médica e área de atuação – revisão do conceito e proposições; parâmetros que definem a formação do especialista no Brasil – revisão do conceito e proposições; e necessidade de especialistas no Brasil.

Para Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a instituição de uma nova política pública no setor da Saúde é fundamental para melhorar a distribuição de médicos. “É preciso deixar claro que existe grande dificuldade na contratação de médicos e não que o número de profissionais ativos no país é insuficiente. Este problema está associado à falta de um plano de carreira consistente e efetivo e à falta de estrutura, frequentemente mínima, para o atendimento dos pacientes e o exercício digno da profissão. A distribuição profissional irregular se dá pelas leis do mercado e pela oferta de renda. Não é possível que ainda se afirme que é preciso formar mais médicos para solucionar a falta de profissionais em algumas regiões do país.”

Na ocasião também foram apresentados os resultados da pesquisa Demografia Médica no Brasil, coordenada por Mário Scheffer, e realizada pelo Cremesp em parceria com o CFM. O censo, inédito, cruzou os dados do CFM, da AMB e da Comissão Nacional de Residência Médica com dados da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária do IBGE, mostrando – entre tantas outras conclusões relevantes – que, em São Paulo, os beneficiários de planos de saúde têm o dobro de oferta de médicos que usuários do sistema público de saúde.

A secretária do da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e conselheira do Cremesp, Maria do Patrocínio Tenório Nunes, propôs aos participantes uma reflexão sobre os riscos de fragmentação da especialização médica.

Carvalhaes avaliou como positivo o encontro. “As sugestões feitas aqui são altamente significativas para nós. Devemos fazer mais vezes esse tipo de discussão e de forma ainda mais ampliada”, salientou.

O Fórum contou com a participação de Florentino de Araújo Cardoso Filho, atual presidente da AMB; Florisval Meinão, presidente da APM; e Fábio Jatene, palestrante representante da AMB.

As propostas apresentadas serão sintetizadas em um texto que orientará o trabalho da Comissão Mista de Especialidade.