Simesp

Entidades médicas discutem relação de parceria com os meios de comunicação quando o tema é saúde

Home > Entidades médicas discutem relação de parceria com os meios de comunicação quando o tema é saúde
11/03/2013 | Notícia Simesp

Entidades médicas discutem relação de parceria com os meios de comunicação quando o tema é saúde

Os brasileiros sabem que os planos de saúde são caros, remuneram mal os médicos e prestam um serviço ruim. Essas informações foram amplamente divulgadas pela imprensa a partir de diversos contatos com as entidades médicas. Foi para debater essa relação médico-imprensa que o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) promoveu o debate Saúde – a imprensa e os médicos, envolvendo representantes das entidades médicas, do poder público e da imprensa neste dia 8 de março, em sua sede, na capital.

“Nas ações contra os planos de saúde, por exemplo, a assessoria de imprensa teve papel fundamental na disseminação de nossos interesses. Mas temos tido diversas oportunidades de ter enfoques favoráveis na mídia, com entrevistas de nossas lideranças”, afirmou João Ladislau, diretor de comunicação do Cremesp, que participou da mesa de abertura do evento. Pelo Cremesp, também estiveram presentes os conselheiros Renato Françoso, Eurípedes Carvalho e Adamo Lui Netto.

Na mesa em que se debateu Notícias e Poder Público, a jornalista da rádio Jovem Pan e coordenadora da campanha Jovem Pan pela vida contra as drogas, Izilda Alves, apontou algumas dificuldades de acesso a fontes das secretarias de saúde do governo estadual e municipal de São Paulo, assim como por parte de alguns médicos em se pronunciarem sobre alguns assuntos sem esbarrarem em infrações ao Código de Ética Médica.

Por sua vez, Françoso comentou que o Código de Ética não amarra o médico sobre citações responsáveis, “mas coloca limites ao excesso de irresponsabilidade dos profissionais que não têm compromisso com as atividades médicas, mas com a propaganda própria e desmensurada, usando de facilitadores para se colocar no palanque”, disse.

“Podemos cometer excesso de omissão, mas também às vezes a imprensa devota muita ênfase em focos específicos e muitos formam a opinião pública antes de informar”, criticou Cid Carvalhaes, presidente do Simesp.

Diálogo

Nas mesas redondas sobre Notícias e Médicos e Notícias e Hospitais Privados, moderadas por Françoso e Rodrigo Almeida, secretário de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), respectivamente, tratou-se da relação entre os jornalistas, profissionais de comunicação que assessoram hospitais e os médicos. Yussif Ali Mere Júnior, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios (Sindhosp) abordou a necessidade de manter um diálogo entre os médicos e a mídia, para que ambos tornem-se aliados na divulgação de informações que beneficiem a sociedade. "É importante que esses dois setores se unam e se ajudem."

Françoso falou sobre o impacto que as notícias têm sobre a opinião pública e ressaltou o compromisso que o jornalismo deve ter com a verdade para evitar casos de injustiças, como em episódio de erros médicos, por exemplo. "Não temos que temer o jornalismo, temos que evitar o que é mal intencionado. Precisamos lutar pelas notícias de qualidade, que formam e informam a sociedade."

Também estiveram presentes nesses dois debates, Josélia Lima Nunes, 2ª secretária do Conselho de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), e Antonio Carlos da Cruz Júnior, secretário de Formação Sindical e Sindicalização do Simesp.