As bases do Samu estão sendo realocadas em outras unidades de saúde do município sem que haja a devida reestruturação desses ambientes. A mudança tem trazido problemas como falta de local para higienização de equipamentos, estacionamento de difícil acesso para ambulâncias e alojamentos precários para os profissionais.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) defendeu o seu projeto sob vaias e gritos de populares e trabalhadores do serviço, que protestavam do lado de fora da Sede Administrativa do Samu, onde acontecia a reunião. A prefeitura alega que as unidades modulares foram fechadas por um impedimento do Tribunal de Contas da União (TCU), por falhas no cumprimento do contrato com a empresa responsável pela manutenção das bases. “O Samu foi criado de acordo com preceitos técnico-científicos utilizados ao redor do mundo. Se não tem funcionado corretamente, cabe à prefeitura negociar com o TCU a renovação do contrato, com bases no aprimoramento do serviço. Não há motivos para descartar um bom projeto”, o presidente do Simesp, Eder Gatti, que representou o sindicato na reunião.
Para o presidente do Simesp, os 12 minutos de argumentação da SMS foram insuficientes para uma avaliação crítica que sinalize qualquer melhora para o serviço. Os encargos financeiros do Samu parecem ser o pano de fundo da desestruturação. Sem aporte do governo do estado, os custos do serviço recaem somente sobre a prefeitura. “Tudo indica que o desmonte é justificado pelo corte de gastos. Concretizando-se a motivação financeira da prefeitura, resta questionarmos por que a SMS não dialoga de forma transparente com a população?”, indaga Eder.