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Encontro propõe a criação de uma Câmara Técnica de Escolas Médicas no Conselho

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13/06/2013 | Notícia Simesp

Encontro propõe a criação de uma Câmara Técnica de Escolas Médicas no Conselho

Apresentar dados do último Exame do Cremesp, promover a parceria das faculdades de Medicina na elaboração da prova e estimular a participação dos alunos na avaliação foram os pontos principais de reunião coordenada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) com representantes dos cursos paulistas de Medicina.

Renato Azevedo Júnior, presidente da Casa, e Bráulio Luna Filho, primeiro-secretário e coordenador do Exame do Cremesp desde sua primeira edição (em 2005), ao abrirem a reunião, confirmaram a importância de uma avaliação formal dos graduados em Medicina para o exercício pleno e ético da profissão. Depois da exposição dos resultados do exame aplicado em 2012, de participação obrigatória pela primeira vez, Bráulio abriu a discussão em torno do tema junto aos representantes dos cursos de graduação presentes, para uma avaliação conjunta de proposta que contribua com a evolução da iniciativa pioneira do Conselho de São Paulo.

Segundo Renato, a avaliação dos graduandos em Medicina proposta pelo Cremesp mostrou repercussão positiva inclusive entre recém-formados de outros Estados, que vieram realizar a prova em São Paulo, “demonstrando uma clara compreensão da importância do exame para análise do curso realizado”.

Ao apresentar os resultados dos exames anteriores, Bráulio mostrou falhas no desempenho dos formandos principalmente em questões que envolviam situações relacionadas à saúde mental, o que justificaria aumentar o número de perguntas da especialidade. Enfatizando que a formação médica de qualidade é, hoje, uma discussão mundial, o primeiro-secretário da Casa acredita que “estimular a participação das escolas na sugestão de temas para uma avaliação de final de curso é fundamental na construção de um banco de dados que permita identificar as lacunas do exame, para que este seja aplicado de forma sistemática e ética.” Para Bráulio, professores do curso de Medicina e médicos especialistas devem ter ação proativa na preparação e execução das provas.

Segundo Glória Lima, da Fundação Carlos Chagas, instituição responsável pela elaboração e aplicação do Exame do Cremesp desde sua primeira edição, “há grande interesse da instituição em receber, das escolas médicas, sugestões de perguntas para formar uma coleção de temas." Os presentes concordaram que é preciso evitar a teoria e favorecer questões de aplicação clínica, que exponham o graduando à realidade do atendimento médico diário. “Para a realização destes ajustes, é preciso que as escolas selecionem e definam perguntas que acreditem ser importantes para a formação profissional”.

Para Bráulio, os quesitos que devem ser avaliados pelos cursos durante os anos de formação do médico devem incluir capacidade cognitiva, habilidades profissionais e atitude ética. “Nada substitui uma prova objetiva, com cenário clínico, bem feita”, afirmou o coordenador do exame do Conselho.

Segundo Renato Azevedo, “depois de 7 anos de aplicação da prova do Cremesp, aquele médico recém-formado que erra 60% das questões está despreparado para exercer a profissão, ou seja, o curso realizado formou mal o aluno, pois a prova afere apenas conhecimentos básicos em Medicina”, completou. Para o presidente da Casa, “esses resultados comprovam sérios problemas na formação acadêmica”.

Ao final da reunião, foi sugerida a criação de uma Câmara Técnica de Escolas Médicas do Cremesp, com a participação de representantes dos cursos do Estado, fundamental para apresentar sugestões e estabelecer critérios de avaliação de recém-formados em Medicina em São Paulo, que possam contribuir como diretrizes para um Exame Nacional de Proficiência em Medicina, que seria aplicado ao final do curso.

Presentes ao encontro: Glória Lima (Fundação Carlos Chagas); Rimarcs G. Ferreira (coordenador do curso de Medicina – UNIFESP); José Rafael Montoro (Faculdade de Medicina de Marília), Luiz Fernando Paulin (coordenador do curso de Medicina – Universidade São Francisco – Bragança Pauista), Marcelo Ribeiro (coordenador do Curso Medicina – UNISA); Osmar Pedro Arbix de Camargo (diretor do curso de Medicina em exercício da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo); José Carlos Peraçoli (professor titular e vice-diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp); Edmo Atique Gabriel (coordenador do curso de Medicina da Unilago); Elaine Marcilio Santos (pró-reitora de graduação e extensão da Universidade Camilo Castelo Branco – UNICASTELO); Valéria Holmo Bartista (diretora do departamento de Medicina UNITAU); Célia Martins Campanaro (Faculdade de Medicina de Jundiaí); Reinaldo Bulgarelli Bestetti (coordenador do curso de Medicina da Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP); Fernando Veiga Angélico Jr (coordenador adjunto – curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo – São Paulo); Michel Jorge Cecílio (coordenador do cCurso de Medicina da UNOESTE – Presidente Prudente); Manuel Lopes dos Santos (diretor do depto. de Medicina da Universidade Nove de Julho – UNINOVE); Jean Carlos Gorinchtein (Universidade de Mogi das Cruzes); Henrique Moraes Prata (Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata – FCSB); Lucila Leico Kagohara Elias (presidente da comissão de Graduação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP); Luiz Carlos Angeline (Universidade Metropolitana de Santos – UNIMES); Carlos Henrique Bertoni Reis (Universidade de Marília – UNIMAR); Sinesio Grace Duarte (diretor da Universidade de Franca – UNIFRAN); José Lúcio Martins Machado (Universidade Cidade de São Paulo); José Ivan de Andrade (coordenação Medicina Centro Universitário Barão de Mauá – CBM), e Júlio Cesar Ronconi (coordenador de cursos de graduação da PUC Campinas).