A crescente queda na qualidade da formação na área da saúde, que coincide com a abertura desenfreada de novas escolas, ao mesmo tempo em que aumentam as denúncias por imperícia, é uma preocupação ética que une os conselhos profissionais do país.
Esta foi uma das principais conclusões da Audiência Pública que reuniu conselhos profissionais e entidades na Assembleia Legislativa do Estado São Paulo (Alesp), para debater sobre o tema “O papel dos conselhos de fiscalização da área de saúde, na qualidade da formação profissional para a proteção da sociedade”.
Responsáveis pelas fiscalização e regulamentação do exercício das profissões que compõem a área da saúde, os conselhos decidiram se organizar para buscar soluções aos problemas comuns. O grupo também reúne representantes da área de ensino, do poder público nas três esferas e parlamentares, entre outros.
Uma das alternativas debatidas na Assembleia, neste 18 de março, foi a realização de um exame de proficiência que avalie a qualidade dos cursos oferecidos.
Presente na mesa de trabalhos, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), João Ladislau Rosa, falou sobre a experiência do Exame do Cremesp, obrigatório há dois anos, e que vem apresentando preocupantes índices de reprovação.
Durante os debates, o conselheiro Reinaldo Ayer de Oliveira, um dos coordenadores do Exame, destacou que a avaliação dos recém-graduados em Medicina é um marcador de progresso que não penaliza o aluno, que recebe o resultado de seu teste em casa. Da mesma forma, as escolas recebem o resultado de sua avaliação geral em envelope lacrado, sem que os alunos sejam identificados. Além disso, o Cremesp também envia os resultados da avaliação por escola ao Ministério da Educação.
Entre os conselhos profissionais participantes do fórum, estiveram presentes Medicina Veterinária, Odontologia, Enfermagem, Farmàcia, Psicologia, Nutrição, Biologia, Fisioterapia, Educação Física, Fonoaudiologia e Biomedicina, entre outros.