A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a comercialização de 783 planos de 105 operadoras que descumprem normas desde quando começou a avaliar o serviço, no final de 2011, desses, 623 planos foram reativados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem sido omissa nas suas ações.
“A ANS protege ou tolera em excesso as operadoras, planos e seguros de saúde. O que se percebe em relação a essas empresas é que elas há muito tempo perseguem um alto lucro e isso reflete em três pontos essenciais, a dificuldade de acesso dos pacientes às suas verdadeiras demandas para tratamento de saúde ou de diagnóstico para eventuais doenças e para tratamento dessas doenças; a falta de agilidade necessária para ofertar serviços complementares; e a prática dos honorários, que é a pior possível, obrigando os médicos a um trabalho mal remunerado”, aponta o presidente do Simesp.
Carvalhaes ainda explica que as empresas de saúde suplementar têm agido de forma desrespeitosa em relação aos médicos e pacientes, impedindo procedimentos e interferindo na autonomia profissional e nas internações hospitalares, criando uma série de atropelos aos pacientes. Segundo o último balanço divulgado pela ANS, foram recebidas mais de 100 mil reclamações dos usuários contra os planos de saúde em todo País em 2013, o que equivale a um crescimento de 31% referente ao ano anterior.
Movimento Médico
O Sindicato dos Médicos de São Paulo, junto com as demais entidades médicas nacionais e regionais, anunciou que no dia Mundial da Saúde, 7 de abril, será realizado o Dia Nacional de Advertência e Protesto contra os Planos de Saúde. A data será marcada por atos públicos contra os problemas que afetam o setor suplementar de saúde. Este é o quarto ano consecutivo que os médicos se mobilizam em prol de melhorias no setor.