Se aprovada pela comissão, amanhã, 20, o texto será apresentado em sessão no plenário para aprovação e depois segue para a sanção do governado Geraldo Alckmin. “Estávamos em patamar que não tínhamos absolutamente nada, agora, com essa proposta teremos uma chance de sair da crise no HU”, avalia Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e médico do HU, que completa: “Precisaremos continuar lutando para que o governador não vete a proposta e que a universidade dê os devidos encaminhamentos para contratar profissionais que recomponham o quadro.”
O movimento em defesa do HU, organizado pelo Coletivo Butantã na Luta, pelo Simesp, por estudantes, residentes de medicina e enfermagem da USP, além dos profissionais que trabalham no hospital, está em constantes negociações com Marco Vinholi, com apoio do deputado Carlos Neder, para conseguir recuperar o hospital, que é de suma importância para o ensino na área da saúde e na assistência à população da zona oeste.
Crise no HU
O Hospital Universitário, desde 2014, sofre com a perda de profissionais devido ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP, o que resultou em déficit de 406 funcionários. Em decorrência disso, cerca de 25% dos leitos de internação do e 40% de UTI foram fechados, além dos prontos-socorros adulto e infantil.