Líderes de entidades médicas se reuniram neste 18 de novembro, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), para fazer um balanço sobre os resultados das reivindicações da classe às empresas de saúde suplementar durante este ano.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) acompanhou presencialmente todas as reuniões realizadas durante 2013 sobre o tema e, especialmente nesta, marcaram presença o presidente da Casa, João Ladislau Rosa; o 2º secretário, Renato Azevedo Júnior; e a 1ª Tesoureira, Silvia Helena Rondina Mateus.
Na pauta do encontro desta segunda, os avanços obtidos durante o ano nas negociações entre a classe e as operadoras, apesar das dificuldades encontradas com a implantação do Programa Mais Médicos, e dos vetos do Governo Federal ao Ato Médico. A discussão sobre saúde pública, carreira de médico e a interiorização dos profissionais tornaram-se os focos principais das discussões durante os encontros realizados na APM em 2013.
Neste ano, o Cremesp, juntamente com a APM e o sindicato dos médicos (SIMESP), participou de várias rodadas de negociação com representantes administrativos e jurídicos das empresas de saúde suplementar. Em todas as ocasiões, as entidades sempre contestaram as cláusulas abusivas e exigiram a revisão dos contratos.
Os avanços nas negociações se deram por conta da luta e persistência das entidades no sentido de obter das operadoras o compromisso de realizar mudanças significativas nos contratos de prestação de serviços dos médicos.
Todas as irregularidades apuradas foram comunicadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio de um documento entregue oficialmente à entidade em 20 de julho. Em resposta, em 2 de agosto, a ANS encaminhou as denúncias à Diretoria de Fiscalização da entidade e garantiu a análise e providências cabíveis. O resultado vem sendo divulgado na mídia paulatinamente, com a suspensão de comercialização de 150 planos de 41 operadoras em todo o país. E mais: deste total, 68 planos já estavam suspensos por problemas detectados pela ANS em monitoramentos anteriores.
Por outro lado, os ganhos obtidos com valores de honorários em negociações entre a classe médica e as seguradoras são importantes, pois estas possuem centenas de profissionais de Medicina credenciados e atendem um número expressivo de vidas.
Para Ladislau, finalmente o médico brasileiro tornou-se figura de destaque para a classe e para a sociedade, "o que comprova a real necessidade de melhorar as condições de trabalho e de remuneração desses profissionais, para garantir o deslocamento e o atendimento de qualidade em regiões desassistidas do país."