Os médicos do Estado de São Paulo vão suspender por 24 horas, em 6 de setembro próximo, o atendimento eletivo aos usuários de todos os planos e seguros de saúde, em protesto contra os baixos valores pagos por consultas e procedimentos. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos aos pacientes. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), em conjunto com as principais entidades médicas estaduais, apoia e participa da coordenação do movimento, que também programou outras ações para a mesma semana. Na véspera, em 5 de setembro, os profissionais farão um ATO DE CIDADANIA, saindo em passeata da sede da APM até a Câmara Municipal de São Paulo (há cerca de 350 metros), trajadas de verde e amarelo em alusão à Semana da Pátria. No mesmo dia, um pouco mais cedo, serão apresentados dados sobre a saúde suplementar em entrevista coletiva à imprensa, marcada para às 10 horas, também na sede da APM.
Após diversas rodadas de negociação com as operadoras e seguradoras, a categoria ainda não teve atendida a sua pauta de reivindicações, que incluem consulta a no mínimo R$ 80, procedimentos remunerados conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e inclusão de índice de reajuste nos contratos. Além disso, os médicos querem o fim de práticas de risco à saúde dos pacientes que visam diminuir custos – como pressões e obstáculos para reduzir exames, internações e outros procedimentos.
Além do Cremesp e da APM, também participam da coordenação do movimento os sindicatos dos médicos do Estado de São Paulo, as sociedades de especialidades e a Academia de Medicina de São Paulo. A paralisação foi decidida em uma grande assembleia realizada na Capital em 9 de agosto, ocasião em que foi apresentado e discutido o balanço de negociação com operadoras de planos e seguros de saúde.
Em 28 de agosto, as principais lideranças médicas de São Paulo se reuniram , na sede da APM, para acertar os detalhes da mobilização na Semada da Pátria. O diretor de Comunicação, João Ladislau Rosa, representou o Cremesp no encontro. A reunião também contou com a participação do presidente da APM, Florisval Meinão; do presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Cid Carvalhaes; do coordenador de Saúde Suplementar do Sindhosp, Danilo Bernik; e dos diretores de Defesa Profissional da APM, João Sobreira de Moura Neto e Marun David Cury, entre outros.
As entidades médicas paulistas recomendam que os profissionais participem do movimento e acompanhem as notícias sobre as mobilizações em seus sites.
Protesto contra os baixos honorários pagos por planos e operadoras de saúde
Coletiva à imprensa
5 de setembro de 2012, às 10h
Sede da APM: Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 278, Bela Vista, São Paulo/SP
Ato de cidadania
5 de setembro de 2012, às 10h
Passeata até a Câmara Municipal (a 350 metros da APM)
Suspensão do atendimento eletivo aos planos de saúde
6 de setembro de 2012
Urgências e emergências estarão garantidas