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Em manifestação, residentes fecham, novamente, a Avenida Dr. Arnaldo

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17/12/2015 | Notícia Simesp

Em manifestação, residentes fecham, novamente, a Avenida Dr. Arnaldo

Os médicos residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) realizaram, nessa quinta-feira, 17, nova manifestação em frente ao Instituto e fecharam novamente a Av. Dr. Arnaldo, zona oeste da capital.

Em greve desde o dia 7 de dezembro, os residentes reivindicam a liberação do Governo Estadual para a contratação de médicos que realizaram concurso em abril para atender à demanda do hospital, já que, a partir do dia 20 desse mês, médicos contratados em caráter emergencial terão seus contratos encerrados sem a previsão de que esses profissionais venham a ser substituídos, o que coloca a população em risco iminente. O movimento dos residentes conta com o apoio do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

De acordo com o presidente do Simesp, Eder Gatti, os médicos receberam, nessa quinta-feira, 17, a informação de que o governo liberou a contratação de apenas um médico nefrologista, que, além de demorar para assumir o posto, é insuficiente para atender à demanda.

De acordo com denúncias recebidas pelo Simesp, entre as equipes dispensadas está a de nefrologia, que ficará sem nenhum médico até a entrada do novo funcionário, o que inviabiliza a condução de pacientes com insuficiência renal que dependem de hemodiálise, como doentes com leptospirose, sepse grave e meningococcemia, até então atendidos no hospital.

“Os médicos que permanecerão no hospital receberam orientação interna para que não aceitem a transferência de pacientes com insuficiência renal”, conta Eder Gatti, presidente do Simesp. Ainda de acordo com Gatti, o Instituto possui 17 leitos e equipamentos aptos para a realização da hemodiálise, procedimento que salva vidas, mas sem profissionais médicos para o realizarem, gerando risco de morte para pacientes graves. “O hospital vai perder a sua excelência e deixar a população no prejuízo. O Instituto é referência no tratamento de doenças infecciosas graves, como leptospirose, que dependem de hemodiálise”, alerta.

Entenda o caso

Em manifesto (na íntegra aqui), os profissionais dizem que a paralisação seguirá até que duas reivindicações sejam atendidas: a nomeação imediata dos profissionais já aprovados em Concurso Público para manutenção do quadro atual de médicos e a elaboração de planos de manutenção preventiva para os aparelhos de diagnóstico por imagem e de endoscopia/broncoscopia.

“Na tentativa de contornar o problema foi realizado concurso público em abril de 2015 para que essas especialidades dessem continuidade ao atendimento. No entanto, com o decreto governamental nº 61.466 de 2015, que suspendeu todas as nomeações do Estado, esses profissionais não puderam ser contratos”, consta no manifesto. A Associação dos Médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas pede que o governador Geraldo Alckmin reconsidere sua decisão e garanta a nomeação imediata de médicos já aprovados em concurso público realizado em abril.