De acordo com a presidente do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (CAOC), Maria Luiza Corullon, só na ala de pediatria há um déficit de 10 médicos e na área de clínica, faltam 18. “O HU é o único hospital que sobrou atendendo a pediatria da localidade. Precisamos ter médicos contratados atendendo durante o dia todo e a noite toda, não podemos fechar as portas e deixar a população desassistida”, diz.
Segundo o diretor do Simesp, Gerson Salvador, que é médico do HU, os profissionais estão sobrecarregados devido à falta de profissionais. “Desde 2014 acompanhamos o desmonte do Hospital Universitário promovido pela administração da USP e as condições de atendimento estão cada vez piores, muitos médicos pedirão demissão por condições de trabalho inaceitáveis. Eu mesmo tenho vivido esse desmonte como médico do hospital, por isso não podemos deixar manifestar nosso apoio à mobilização dos estudantes."
Agenda do movimento
13/11 – Aula pública na FMUSP, às 13h
14/11 – Panfletagem no metrô Butantã e na Cidade Universitária, às 9h
14/11 – Ato em frente ao Masp, às 17h
16/11 – Debate sobre a falta de contratação e estrutura de poder na USP, às 10h
16/11 – Intervenção em frente ao Hospital Universitário, às 16h
17/11 – Tentativa de conversa com diretor da FMUSP, José Otávio Costa Auler Junior