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Em Brasília, Simesp conquista apoio do ministro Luiz Marinho ao piso salarial nacional de R$ 13.662 para a categoria médica

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01/06/2026 | Notícia Simesp

Em Brasília, Simesp conquista apoio do ministro Luiz Marinho ao piso salarial nacional de R$ 13.662 para a categoria médica

Uma comitiva do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) esteve em Brasília nesta quarta-feira (27/5) para uma audiência com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em defesa do Projeto de Lei 1365/2022, que estabelece piso salarial nacional de R$ 13.662 para os médicos e cirurgiões-dentistas em jornadas de 20 horas semanais.

Participaram do encontro o presidente do Simesp, Augusto Ribeiro; a secretária geral da diretoria plena, Juliana Salles; o coordenador do departamento dos aposentados do Sindicato, Osvaldo Martinez; o delegado sindical Fábio Garrido; e o representante do sindicato, Jaime Torrez. O projeto foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado no dia 20 de maio e agora segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

Durante a audiência, a direção do Simesp entregou ao ministro uma carta que lista os motivos pelos quais a luta pelo piso salarial para ambas as categorias é importante.  Para Juliana Salles, a aprovação do projeto representa uma medida fundamental de valorização profissional e de enfrentamento à precarização crescente no setor da saúde. “A defesa do piso nacional é também uma defesa da dignidade do trabalho médico e da qualidade da assistência prestada à população. Vivemos um cenário marcado por vínculos precários, pejotização e jornadas exaustivas. Garantir um piso salarial é estabelecer um parâmetro mínimo de valorização profissional e de proteção para médicas e médicos em todo o país”, afirmou.

Ao comentar o avanço do projeto, o ministro Luiz Marinho destacou a necessidade de fortalecimento da organização coletiva da categoria diante da precarização das relações de trabalho na saúde. “É fundamental que vocês se organizem porque o debate da precarização que acontece no mercado de trabalho, inclusive na saúde, é muito sério. Nós temos que resgatar as conquistas da categoria, ter pisos, contratos coletivos e negociações coletivas que respeitem esses profissionais para que possam cuidar bem do público”, declarou.

O ministro também alertou para os impactos da desorganização das relações de trabalho na assistência à população. “É muito sério o que está acontecendo na saúde do nosso país. Muitas vezes alguém é chamado por aplicativo, de última hora, para cobrir um plantão ou realizar um procedimento complexo sem vínculo adequado e sem estrutura. Médicas e médicos têm o direito e até o dever de se organizar fortemente para que as negociações coletivas sejam respeitadas”, completou.

O PL 1365/2022 é uma reivindicação histórica das entidades médicas e busca estabelecer um piso nacional como instrumento de valorização profissional, combate à precarização e fortalecimento das condições de atendimento à população.