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Diretor de “Billy Elliot” diz que musical “transcende barreira da linguagem”

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07/08/2013 | Notícia Simesp

Diretor de “Billy Elliot” diz que musical “transcende barreira da linguagem”

Em uma cidade no norte da Inglaterra no meio da década de 80, um garoto de 11 anos enfrenta a desaprovação da sua família – e da comunidade tradicional – ao desdenhar o boxe e perseguir seu sonho de ser dançarino. A história contada pelo diretor Stephen Dry no filme Billy Elliot (2000) chega ao Brasil em um musical que estreia nesta sexta-feira (2) no Credicard Hall, em São Paulo, onde fica até o dia 18.

Para desembarcar no Brasil, a peça será apresentada na íntegra, inclusive na sua língua original, o inglês, com legendas. Para o diretor residente Steve Minning, as emoções da peça “transcendem a barreira da linguagem”. “Fiz vários shows com esse formato no exterior e a mensagem é universal. Como qualquer coisa. Um ato de bondade entre pessoas que não falam a mesma língua é reconhecido por si só. Creio que a história de Billy Elliot se encaixa nisso. Um garoto dentro de um contexto político e com desafios pessoais para buscar seu sonho com chances mínimas mostra isso”, disse em entrevista ao Terra.

Empolgado com a possibilidade de trazer o musical em seu formato original ao Brasil e desbravar um mercado diferente, Steven se enche de entusiasmo ao falar do desafio de transformar uma história de cinema em musical. “No filme você tem a habilidade de usar a câmera para dar closes nas pessoas, mostrar suas expressões de perto e basicamente fazer o que quiser em qualquer lugar do mundo. No teatro você trabalha com um espaço limitado, mas precisa comunicar a mesma ideia que é colocada no roteiro do filme, esse é o desafio”, afirmou.

Dentro das limitações que o palco do espetáculo propõe, Minning ainda ressalta a importância do contato “olho no olho” que o teatro dá para quem está no palco e quem está na plateia. “Aí entra a criatividade dos designers em construir o mundo de Billy Elliot no palco e passar todos os sentimentos da peça sem usar os recursos que a câmera tem. É ao vivo. Você tem a resposta do público na hora”, conclui.

Despedida e festa no palco
A busca por um ator que faça Billy Elliot – no cinema, o papel lançou o ator Jamie Bell – exige dos concorrentes habilidades em canto, atuação e dança. Tudo isso em uma faixa etária por volta dos 11 ou 12 anos. Aos 15 anos de idade, o canadense Ty Forhan foi um destes que se destacou em seleções que ultrapassaram 2500 competidores.

Ty, que também conversou com o Terra por telefone, vem ao Brasil ao lado de Drew Minard e Tobin Mitchell, que se revezam no papel. “O elenco se tornou minha família. Vivemos juntos por um ano e meio. Dizer adeus é bem complicado”, disse o ator, que após a temporada irá se dedicar aos estudos e fazer testes para outros papéis.

Dentro de uma rotina exaustiva – a peça será encenada de terça a domingo -, Forhan explica os cuidados necessários para se estar sempre 100%. “Fazemos aquecimento e alongamento antes de qualquer coisa para não machucarmos nossos corpos. Precisamos estar saudáveis sempre. Fazemos aquecimentos vocais e físicos antes de poder ensaiar e também antes das apresentações”, afirmou.

A folga durante as segundas-feiras no Brasil deverão ser aproveitadas para diversão, como espera Ty. “Nunca estive no Brasil e estou muito empolgado em ir para São Paulo para conhecer as pessoas, experimentar a comida daí, a cultura e ver as diferenças. Quero me divertir o máximo possível. Teremos as segundas-feiras livres, então espero que eu possa curtir bastante”, continuou.

Dando um spoiler sem querer em sua entrevista, o ator deixa escapar como é o encerramento do musical, sua parte predileta. “Minha parte favorita do show é o encerramento. Em vez encerrarmos a peça de um jeito normal, fazemos um sapateado com todos no palco. Para mim é como se fosse uma festa de todo o elenco. Eu curto muito”.

Serviço

Billy Elliot, o Musical – São Paulo
Data: 2 a 18 de agosto
Horários: terça a sexta-feira, 21h. Sábados, 16h e 21h. Domingos: 15h e 20h.
Local: Credicard Hall – São Paulo (SP) – Av. das Nações Unidas, 17955 – Santo Amaro
Capacidade: 3578 lugares
Ingressos: de R$25 (meia-entrada) a R$280
Duração: aproximadamente 2h50 (incluindo intervalo)
Classificação etária: Livre. A partir de 12 anos desacompanhados
Abertura da Casa: 1h30 antes do espetáculo
Site: www.t4f.com.br
Telefones para informações: 4003-5588