Manhã de protesto contra operadoras de planos de saúde reuniu médicos, dentistas, vereadores, representantes dos consumidores e usuários em passeata na avenida Paulista. Cerca de mil manifestantes tomaram uma faixa da avenida marco da cidade para chamar atenção da população para o grave problema que a saúde suplementar vem enfrentando há mais de uma década e que tem tornado o trabalho dos médicos e profissionais da saúde insustentável, atingindo também a qualidade de atendimento.
Vestidos de jaleco com um cartão amarelo colado à vestimenta, gritavam palavras de ordem, como “planos de saúde, respeitem o médico, respeitem a população”. Também informavam os valores pagos por uma consulta por alguns planos de saúde. “Consultas a R$ 15; consulta a R$ 30”, quando o mínimo necessário para o profissional manter um consultório é R$ 100 por consulta.
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) marcou presença com os diretores Otelo Chino Júnior, Carlos Alberto Grandini Izzo, Stela Maris Grespan, Maria das Graças Souto, Eurípedes Balsanufo e Luiz Frederico Hoppe, que consideraram positiva a manifestação em São Paulo.
A passeata organizada pelo Simesp, Cremesp e APM partiu da rua São Carlos do Pinhal, em frente à AMB, com parada no vão livre do Masp, seguindo para o Conjunto Nacional, onde a público recebeu orientações de saúde e esclarecimentos em relação aos seus direitos junto aos planos de saúde.
A imprensa compareceu em peso e cobriu a mobilização paulista. Em todo o país, o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde segue com manifestações locais. São 12 os estados que optaram pela suspensão de atendimento eletivo por 24 horas. A orientação do movimento é para que os atendimentos de urgência e emergência sejam mantidos.
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