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Dia Mundial da Saúde: ato pede mais dinheiro para o SUS

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07/04/2015 | Notícia Simesp

Dia Mundial da Saúde: ato pede mais dinheiro para o SUS

Entidades da saúde e de outras áreas fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (7 de abril), no centro de São Paulo, em defesa e por mais dinheiro para o Sistema Único de Saúde (SUS). Foi consenso, ao menos entre os participantes entrevistados, de que o SUS precisa de um volume maior de recursos se quiser cumprir o que diz a lei, ou seja, a garantia de um acesso integral, universal e gratuito para todos.

“O principal problema do SUS é o subfinanciamento”, avalia o médico infectologista Eder Gatti Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). “Falta verba. E quem sente isso é o usuário que tá na ponta”, completa. Para Gatti, trata-se de uma reivindicação justa e que, por isso, unifica os diversos atores envolvidos no campo da saúde. Não por acaso, A Frente Democrática em Defesa do SUS, que reúne diversas organizações, entre elas o Simesp, foi quem encabeçou o ato.

“Hoje é um dia de alerta e de protesto em relação à situação da saúde em nosso país. A saúde pública em especial”, disse Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM). “Isso tudo devido à falta de investimentos”, acrescenta.

Ele explica que enquanto o Brasil gasta em torno de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) com saúde pública, países com propostas semelhantes de prover uma saúde integral, universal e gratuita gastam entre 8 e 9% do PIB.

“O ato foi muito significativo por abranger não apenas os profissionais da saúde, mas todas as profissões brasileiras e gente do povo que conta com uma saúde universalizada, igualitária, equânime”, avaliou, ao final do ato, Mauro Gomes Aranha de Lima, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Segundo os organizadores, o protesto do Dia Mundial da Saúde teria reunido cerca de mil pessoas. Ao final do ato, os participantes soltaram centenas de balões brancos com a inscrição “SOS SUS” e deram um abraço simbólico em volta da Catedral da Sé.