Hoje, 25 de outubro, nós, médicos servidores do Estado, estamos realizando um Dia de Protesto. Lutamos pela valorização do nosso trabalho, por uma medicina de qualidade e por um atendimento digno à população.
É triste a situação do médico. Depois de estudar seis anos de faculdade e, no mínimo, três anos de especialização, recebemos, em média, como Servidores do Estado de São Paulo, um salário base de R$ 414,30, com salário final de R$ 1559,24. Não podemos esquecer que a maior parte deste valor é composta por gratificações que não serão incorporadas a nossa aposentadoria. Esse salário é incompatível com a qualificação técnica e a responsabilidade próprias da nossa profissão.
O resultado de um baixo salário desestimula a nossa realização profissional e dificulta o sustento de nossas famílias. A consequência é a falta de médicos para cumprir as escalas em todo o Estado.
Há alguns meses estamos tentando negociar com a administração estadual, mas sem sucesso e, o pior, sem perspectiva de qualquer acordo. Aproxima-se, portanto, uma situação extrema de impasse, na qual percebemos um potencial e iminente risco de prejuízo direto à população. Nossa paralisação de hoje serve apenas como alerta. Mas a situação está realmente insustentável. Sem acordo com o governo, não haverá outra solução se não a paralisação por tempo indeterminado.
Estejam todos certos de que saberemos manter nosso compromisso e dever ético-profissional. Os serviços de urgência e emergência estão garantidos. Mas não abriremos mão de nossos direitos e reivindicações.
“Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa.”
(Código de Ética Médica)
SINDICATO DOS MÉDICOS DE SÃO PAULO