Autor do livro Um Presente Para A Vida Toda: Guia De Aleitamento Materno, Carlos González defendeu que “o pior lugar para procurar informações sobre amamentação é a bula do medicamento”. Segundo o pediatra, quase todos os medicamentos advertem sobre contraindicações e não recomendam seu uso, mas existe uma grande variedade de medicamentos que são perfeitamente compatíveis com a lactância. Por isso, o palestrante explicou como é possível utilizar publicações como o PubMed para obtenção de informações mais específicas para cada caso.
Além disso, para contraindicar ou não um fármaco durante o período de amamentação, Carlos González se baseia em quatro questionamentos: a medicação receitada passa para o sangue da mãe? Consequentemente, ela passa para o leite? Se sim, o medicamente vai para a corrente sanguínea do bebê? E, caso todas as perguntas anteriores sejam respondidas positivamente, esse fármaco produz algum efeito nocivo?
O pediatra abordou também o método criado por ele e intitulado “Dias Para Tomar Comprimido”, capaz de estipular quantos dias de exclusiva amamentação seriam necessários para que o bebê ingerisse um comprimido do medicamento que foi receitado à mãe. Radioatividade e uso de tabaco, álcool e cafeína durante o aleitamento também foram abordados pelo palestrante.
Denize Ornelas, secretária geral do Simesp e uma das organizadoras da palestra, agradeceu a presença do palestrante e também dos movimentos sociais de mulheres que estiveram presentes. Segundo ela, receber eventos e organizações interessadas em debater o empoderamento feminino e o processo de amamentação é uma das funções do sindicato. “Este espaço também é de vocês e deve ser utilizado para gerar benefícios sociais”, explicou. Após a palestra, os participantes puderam esclarecer dúvidas.