Simesp a cobrar explicações de Einstein, CEJAM e Secretaria Municipal de Saúde
O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) recebeu uma denúncia sobre a demissão em massa de médicos contratados pelo regime CLT que atuavam na UPA Campo Limpo, na zona sul da capital. Segundo o relato encaminhado à entidade, os profissionais estariam sendo desligados para posterior recontratação por meio de pessoa jurídica (PJ), em um processo de mudança compulsória no regime de contratação.
Diante da gravidade da situação, o Simesp encaminhou ofício às instituições responsáveis pela gestão da unidade — o Hospital Israelita Albert Einstein e o Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (Cejam) — além da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS), manifestando preocupação e cobrando resposta formal sobre as medidas adotadas. Cópias também foram enviadas ao Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos (Sindhosfil) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), para ciência e eventuais providências.
Segundo as denúncias, a mudança foi realizada sem qualquer diálogo prévio com a representação sindical da categoria, o que pode configurar violação de direitos trabalhistas e da prerrogativa de negociação coletiva.
No ofício, o sindicato reivindica que as instituições envolvidas:
O sindicato afirma que acompanhará o caso e não descarta adotar outras medidas institucionais caso não haja diálogo ou reversão das mudanças apontadas na denúncia.
O Simesp também alerta para os impactos da pejotização nas condições de trabalho e na própria assistência à população. “A pejotização fragiliza os vínculos de trabalho e coloca os médicos em situação de grande vulnerabilidade. Quando o profissional perde garantias básicas de proteção laboral, isso afeta não apenas sua segurança e estabilidade, mas também as condições em que o atendimento à população é realizado”, afirma Juliana Salles, secretária geral da diretoria plena do sindicato.