Da segregação racial nos EUA dos anos 50 a retratos de mutilados de guerra. Do registro de um trabalhador desmaiado, após uma explosão de gás, à arquitetura de Beirute destruída pela guerra civil, nos anos 90. Estas e outras situações-limite da sociedade, nos últimos 65 anos, podem ser vistas na mostra Extremos, no Instituto Moreira Salles.
As 116 imagens foram selecionadas a partir do acervo da Maison Européene de la Photographie (Paris) e são assinadas por grandes nomes da fotografia, como Cartier-Bresson, Elliott Erwitt, Pierre Verger, Bruce Davidson, Robert Mapplethorpe e Sebastião Salgado. “A ideia é refletir sobre como, no ritmo contemporâneo, esses impactos são ultrapassados; as imagens sobrevivem, mas as questões se transformam”, diz Sergio Burgi, coordenador de fotografia do instituto. Abaixo, ele comenta algumas obras da mostra.