A realização de avaliações periódicas dos acadêmicos de Medicina durante o curso, antes do final da graduação, foi tema de discussão de uma plenária temática realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) na noite de 19 de fevereiro, na sede da casa.
O chamado teste de progresso prevê, entre outros pontos, a realização de exames no fim de cada período do curso, com a preocupação de avaliar, simultaneamente, alunos, corpo docente, conteúdo pedagógico e até as instalações das instituições de ensino que pretendem graduar médicos no país.
O encontro, coordenado pelo presidente do Conselho, Renato Azevedo; pelo vice, Mauro Aranha, e por Bráulio Luna Filho, diretor e responsável pelo Exame do Cremesp, contou com palestras de Angélica Maria Bicudo Zeferino, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); de Carlos Vital Correa Lima, do Conselho Federal de Medicina (CFM); e de Álvaro Nagib Atallah, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Angélica apresentou A experiência da Unicamp e do Consórcio de instituições no Estado de São Paulo; Carlos Vital, discorreu sobre a visão do Conselho Federal de Medicina; Álvaro Atallah abordou o Teste do Progresso e Impacto na Graduação no Modelo de Ensino Tradicional, e Bráulio fez uma comparação entre o Exame do Progresso e o Exame Terminal do Curso, citando o Exame do Cremesp para recém-graduados em Medicina, obrigatório a partir de 2012, depois de sete edições facultativas.
Para Renato Azevedo, embora o Cremesp seja favorável à aplicação do exame de progresso, a sua realização deve ser da competência das próprias universidades ou do MEC e, dessa forma, não prescinde de um exame de final de curso que avalie a competência do médico recém-formado.