27/10/2020 | Notícia Simesp

Coordenadoria da prefeitura promete que não irá terceirizar o A.E. Ceci


O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) participou hoje, dia 27 de outubro, de manifestação em frente ao Ambulatório de Especialidades (AE) Ceci – Dr. Alexandre Kalil Yasbek e reunião com a Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste, da Secretaria Municipal de Saúde, que administra a unidade. Durante a reunião, a Coordenadoria se comprometeu a não terceirizar a unidade. A mobilização aconteceu porque foram recebidas denúncias de que o serviço passa por um desmonte com o objetivo final de passar a gestão da unidade para a organização social (OS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

De acordo com Cristiano Kakihara, diretor do Simesp que esteve presente no ato e na reunião, a Coordenadoria ter afirmado que não irá terceirizar a unidade é uma vitória, já que estava sendo realizada uma tentativa de esvaziamento de médicos da unidade com a transferência deles para outros serviços sem consulta a esses profissionais, visando que a prefeitura tivesse um falso embasamento para a transferência de administração.

Outro ponto abordado na reunião foi que a unidade está sem clínico geral em diversos períodos para atender casos de Covid-19, o que faz com que outros médicos, do grupo de risco, tenham que atender tal demanda. Além disso, o elevador e a máquina de refração estão quebrados há muito tempo, o que gera o cancelamento de consultas e exames. A Coordenadoria também se comprometeu a resolver esses problemas.

O caos da terceirização

Kakihara ainda explica que é essencial que o que é público seja gerido e administrado por instituições públicas, com funcionários estatutários concursados, sendo pessoas altamente capacitadas. “Muitas vezes as contratações por meio de organizações sociais (OSs) não têm um processo seletivo sério, e acabam tendo contratações de profissionais sem título de especialista para atender a uma área específica.

Em serviços de saúde terceirizados, em sua maioria, os médicos possuem vínculos precários de trabalho como pessoa jurídica (PJ), o que está muito aquém do que é o previsto pela CLT e sem direitos trabalhistas. “Um exemplo é o hospital de campanha do Anhembi, no qual os médicos foram demitidos pelas OSs Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) e Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e os que adoeceram ficaram à mercê da própria sorte, sem nenhuma garantia de salário, emprego ou assistência previdenciária e médica”, finaliza o diretor do Simesp.



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