O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, José Manuel Monteiro de Carvalho e Silva, disse nesta terça, dia 21, em entrevista veiculada no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, que a proposta brasileira de contratar médicos estrangeiros, se for confirmada, não pode tratar os profissionais estrangeiros com diferença. "Têm que ser respeitadas as regras e têm que ser respeitados os médicos portugueses não se oferecendo uma licença temporária e com uma limitação geográfica", declarou, fazendo referência ao provável deslocamento desse contingente para o interior do País e por um período pré-estabelecido.
Na segunda-feira, o jornal Folha de S. Paulo publicou matéria informando que o Brasil não mais exigiria revalidação do diploma de médicos portugueses e espanhóis para trabalho temporário em áreas com déficit de profissionais da saúde no País. Em contrapartida, esses estrangeiros só poderão atuar nas áreas carentes determinadas pelo governo – em periferias e no interior – e por período que não deve passar de três anos. Depois, se quiserem continuar trabalhando no País, esses profissionais terão de fazer uma prova para revalidação do diploma.
Existem atualmente cerca de 42 mil médicos em Portugal, sendo que aproximadamente 6 mil estão desempregados. A cada ano, segundo a matéria do canal televisivo, 600 novos médicos se formam no país, mas sem grandes perspectivas.