Simesp

Contra o calote na saúde pública: Profissionais da UPA Vergueiro denunciam atraso salarial

Home > Contra o calote na saúde pública: Profissionais da UPA Vergueiro denunciam atraso salarial
01/04/2026 | Notícia Simesp

Contra o calote na saúde pública: Profissionais da UPA Vergueiro denunciam atraso salarial

Diretores posicionados em frente a Secretaria Municipal de Saúde

Na última segunda-feira, 30 de março, médicos e médicas da UPA Vergueiro realizaram um protesto para denunciar a falta de pagamento pelos plantões de novembro e dezembro, durante a transição de gestão da empresa terceirizada responsável pela organização das escalas. Além de defender um sistema público, gratuito e de qualidade, a manifestação também chamou atenção para a precarização das condições de trabalho decorrente da terceirização irrestrita. O ato teve início em frente à unidade e seguiu em caminhada até a Secretaria Municipal de Saúde. Os profissionais que atuam na UPA Vergueiro afirmam que, até o momento, não foram informados de nenhuma previsão para a regularização dos valores em aberto. 

O caso reforça as críticas à terceirização na saúde pública, modelo que pode gerar impactos negativos ao sistema. Entre os principais problemas estão vínculos de trabalho mais frágeis, ausência de estabilidade e redução de direitos, fatores que contribuem para a alta rotatividade e afetam a qualidade do atendimento prestado à população. Para o secretário de Assuntos Jurídicos do Simesp, Victor Vilela Dourado, presente no ato, o cenário é alarmante, pois fragiliza não apenas a categoria médica, mas o sistema de saúde como um todo.

Juliana Salles secretária geral da Diretoria Plena do Simesp, defendeu a valorização dos profissionais e a necessidade de fortalecer o serviço público. “Nós queremos atender adequadamente a população, mas, para isso, precisamos de profissionais vinculados à unidade, contratados em regime CLT, além da realização de concursos públicos para garantir estabilidade e continuidade no atendimento. Não podemos deixar os profissionais de saúde à própria sorte, porque disso depende a qualidade da assistência oferecida”, afirmou. A diretora adjunta da Secretaria de Formação Sindical e Sindicalizações do Simesp, Heloana Marinho também reforçou a importância da valorização dos trabalhadores, destacando que condições dignas de trabalho são fundamentais para assegurar um atendimento de qualidade.

Já Carlos Eduardo Pierangelo, diretor adjunto de Assuntos Jurídicos do sindicato, criticou o modelo atual e ressaltou os prejuízos à população. “Não podemos mais admitir que a terceirização, da forma como está sendo conduzida, continue prejudicando o atendimento. A população tem direito a um serviço digno, e é fundamental retomar um SUS integral e fortalecido”, pontuou. O representante do Simesp, Jaime Torrez, que também participou do ato, enfatizou a necessidade de respostas concretas, destacando que os profissionais não podem continuar trabalhando sem garantia de pagamento.

Thais Zenero Tubero, secretária de administração, também presente no ato, explica que o Simesp seguirá atuando na defesa de condições dignas de trabalho e na cobrança pela regularização imediata dos pagamentos, além de exigir medidas que assegurem transparência na gestão e atendam às necessidades da população.

O Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) participou da iniciativa, ao lado de representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), do Movimento Popular de Saúde do Centro (MPSC), que estiveram no local para o Ato pela Saúde Pública no Centro, manifestação que aconteceu paralelamente ao movimento pela UPA Vergueiro.