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Contra aumento da contribuição previdenciária, médicos aderem à paralisação geral dos servidores municipais em 8 de março

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02/03/2018 | Notícia Simesp

Contra aumento da contribuição previdenciária, médicos aderem à paralisação geral dos servidores municipais em 8 de março

Em assembleia na noite de quinta-feira, 1º de março, médicos decidiram aderir à paralisação dos servidores da cidade de São Paulo marcada para 8 de março, próxima quinta-feira. Os médicos presentes também decidiram pela participação em ato a ser realizado no mesmo dia, a partir das 13h, na Praça do Patriarca, que fica a menos de dois minutos de caminhada da sede da Prefeitura.

Os trabalhadores lutam contra a intransigência do prefeito João Doria Jr., que pretende aprovar, a toque de caixa, drásticas mudanças na previdência do município. Doria, entre outras coisas, quer aumentar a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para até 19%. “O objetivo principal dessa paralisação é impedir o avanço desse projeto”, resumiu José Erivalder Guimarães de Oliveira, secretário de Relações do Trabalho do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

“Esse projeto coloca em risco a nossa aposentadoria”, avaliou o médico Mario Cabral, do Hospital Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. “Existe uma disposição de luta”, disse. Os trabalhadores do hospital já tinham decidido aderir à paralisação alguns dias antes, em 26 de fevereiro. Além do hospital, o médico disse que eles estão em contato com profissionais de outras unidades da região.

Para dar segurança jurídica aos profissionais que irão participar da paralisação, o Simesp irá informar o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, da decisão tomada em 1º de março. O Simesp também irá fornecer orientações aos médicos sobre como proceder durante o dia 8 de março, afinal, como se trata de um serviço essencial, é necessário, por exemplo, que se mantenha uma equipe mínima para o atendimento dos casos de urgência e emergência.

Para quem estiver trabalhando nessa data, os participantes da assembleia sugerem que os médicos usem faixas pretas nos braços ou mesmo peças de roupas de mesma cor em sinal de repúdio ao projeto do prefeito que está em discussão na Câmara Municipal. “Vereador que vota não volta”, defendeu, na assembleia, Juliana Salles, secretária de Assuntos Jurídicos do Simesp. Afinal, ela avalia que uma das maneiras de barrar o projeto será pressionando os vereadores que irão decidir sobre o tema.

O Simesp, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), ainda elaborou uma carta a ser entregue à população nos dias anteriores e na data da paralisação. A ideia é explicar a razão do movimento e conquistar o apoio dos pacientes que procuram os serviços de saúde. Além da distribuição, também sugerimos afixar a carta em locais de grande movimento nas unidades para todos sejam informados sobre o tema.

Para ler e baixar a carta, clique aqui.