O Brasil tem urgência de ser bem tratado, especialmente no campo da saúde. No contexto de ausência de políticas públicas que valorizem o setor e de falta de recursos para garantir o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em sua plenitude, os médicos cobram melhorias nas redes de assistência e em suas condições de trabalho. Estes são os focos da campanha que acaba de ser lançada pela rede de Conselhos de Medicina do país (assista ao vídeo aqui)
“O subfinanciamento e a falta de políticas adequadas para o sistema público de saúde, propicia o avanço de um setor privado precariamente regulado que privilegia os lucros das empresas, em detrimento dos direitos dos pacientes e da dignidade dos profissionais”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior. “Para que haja uma mudança positiva no sistema de saúde como um todo é necessário que o Estado se faça presente como regulador, destine os recursos necessários e promova políticas públicas consequentes. Esta é luta dos médicos e de suas entidades em prol da saúde de todos”, concluiu o presidente do Cremesp.
“A saúde está longe de receber a atenção que merece e precisa por parte dos gestores públicos", explica o primeiro secretário e diretor de Comunicação do Conselho Federal de Medicina (CFM), Desiré Carlos Callegari. "Queremos chamar atenção para os problemas que afetam a assistência e estimular a união de forças dos vários segmentos com vistas a tentar solucionar o quadro de caos”, completa Callegari, que também é o conselheiro representante do Estado de São Paulo no CFM.
Na visão do presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, esta campanha sintetiza o compromisso do médico com a qualificação da assistência: “Somos testemunhas cotidianas das dificuldades enfrentadas por pacientes e seus familiares em hospitais e consultórios. Ante este quadro de desigualdade, os médicos não podem ficar em silêncio. O cidadão precisa receber o que tem por direito: acesso a assistência com qualidade, de forma universal, integral e justa”.
A campanha é a primeira ação de um novo planejamento de comunicação desenvolvido pela entidade, que pretende estreitar sua interface com a sociedade e com os médicos.