Das 30 escolas médicas do Estado de São Paulo que tiveram formandos em 2013, nove participantes do Exame do Cremesp alcançaram a média de 60% estipulada para aprovação. Desses alunos, seis são de universidades públicas e três de particulares.
Na média de acertos, o cômputo geral das escolas foi de 55,08%, sendo que a melhor obteve 69,7% e a última, 41,55%. As maiores médias são de escolas públicas federais (66,83%), públicas estaduais (64,93%), seguidas pelas privadas sem fins lucrativos (53,21%), públicas municipais (51,73%) e particulares com fins lucrativos (47,03%).
Os resultados individuais e confidenciais do desempenho de cada escola foram entregues — em envelope lacrado — a seus respectivos representantes pelos coordenadores do Exame e conselheiros do Cremesp, Bráulio Luna Filho e Reinaldo Ayer, neste 14 de fevereiro, no auditório do Conselho.
O evento contou com a presença do presidente e do vice-presidente da Casa, João Ladislau e Mauro Aranha.
Os participantes do Exame receberam suas notas em caráter sigiloso, conforme o compromisso assumido pelo Cremesp. Luna Filho explicou que a prova objetiva é a melhor forma de avaliar conhecimento e cognição dos alunos, afirmando que 2/3 do Exame 2013 teve grau de dificuldade fácil, muito fácil ou médio.
A prova contou com a participação de 3.425 egressos de escolas médicas, sendo que 3.328 compareceram para fazer a prova. O índice de reprovados do Exame do Cremesp atingiu 59,2%. As piores médias de acerto foram nas questões de Pediatria (47,78%), Clínica Médica (52,03%) e Clínica Cirúrgica (52,13%), índices que têm se repetido em outros anos. Houve apenas uma prova em que o aluno boicotou o exame assinalando a resposta B em todas as questões. “O Exame do Cremesp é uma vitória nossa nesses nove anos de realização. Temos respaldo judicial e poucos têm contestado a iniciativa”, afirmou o cordenador do exame.
Câmara Temática
Ladislau comunicou que o Cremesp criará uma Câmara Temática das Escolas de Medicina do Estado de São Paulo e convidou cada faculdade a nomear um representante titular e um suplente para participar das reuniões.
As primeiras reuniões deverão acontecer no final de março ou início de abril. “Queremos criar um fórum para discutir desde o que as escolas irão fazer para melhorar a qualidade de ensino até a forma como realizamos o Exame do Cremesp”, explicou Ayer.