O grupo ficará responsável por visitar todos as unidades de saúde para onde foram transferidas as bases modulares do Samu que foram fechadas no processo de “descentralização” e produzir um relatório final sobre as infrações aos direitos trabalhistas e o prejuízo a assistência provocado pela reorganização. Durante a reunião, o diretor do Simesp, Gerson Salvador, ressaltou que, embora pudesse ser melhorado, o antigo padrão de atendimento pré-hospitalar foi desenvolvido de acordo com um modelo matemático inovador, capaz de reduzir o tempo-resposta dos chamados.
“Há um grande déficit no quadro de funcionários com a falta de reposição por concurso, o que já dava lugar às falhas na entrega da assistência. Agora, o que vemos é a piora nas condições de trabalho, equipes sendo realocadas em locais de difícil acesso e saída. Tudo sendo feito sem qualquer estudo de impacto prévio”, pontuou Salvador. O médico reiterou a problemática das ambulâncias que estão trabalhando por espelhamento, deixando assim de estar disponíveis 24 horas por dia.
Os funcionários do Samu, que não integram as equipes de suporte avançado de vida (SAV), estão em estado de greve pelo fim do desmonte e aprovarão em assembleia no Sindsep a suspensão dos atendimentos até o fim do trabalho de investigação.