Para Juliana Salles, diretora do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a perda do direito à previdência implica na piora das condições de trabalho, o que tem reflexo direto no provimento de saúde pública à toda a população. “Serviços como educação e saúde garantem condições fundamentais à vida, os deputados responsáveis pela aprovação da reforma subjugaram o direito à cidadania de milhões de pessoas”.
Truculência
Em meio a bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, a votação foi realizada a portas fechadas e sem qualquer diálogo com movimentos sindicatos e servidores. Os manifestantes foram impedidos de acompanhar o pleito pelas galerias do plenário, quem ocupava os corredores e arredores da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) foi expulso com truculência policial.
A ação desproporcional da polícia foi apenas a cereja de um bolo amargo para o serviço público. Ainda para Juliana, mais uma vez os processos democráticos foram desprezados. “O governador propôs uma PEC de desconstitucionalização do direito à aposentadoria e lançou mão de forças policiais para aprovar um projeto que jamais passaria pelo crivo das urnas sem qualquer debate com os servidores”, explicou. O texto segue agora para sanção do governador João Doria.