29/10/2021 | Notícia Simesp

Com o fechamento de equipamentos, médicos relatam sobrecarga na zona sul


No dia 21 de setembro, dirigentes do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) visitaram as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Jardim República, Jardim Orion e Jardim Castro Alves na região sul de São Paulo, que enfrentam desfalques nas equipes. Com o fechamento de hospitais da região, as Unidades passaram a suprir demandas de Pronto Atendimento (PA), acarretando na sobrecarga de trabalho dos profissionais e na desassistência da população. As três UBS são geridas pela Organização Social Associação Saúde da Família (ASF), cujos representantes acompanharam a visita do Sindicato, junto a gerência das unidades e representantes da Secretaria Municipal de Saúde.

O atendimento de saúde da zona sul vem sendo desestruturado com a diminuição da oferta de serviço para população na modalidade de PA. No início de 2021, os Hospitais estaduais do Grajaú e Pedreira fecharam as portas e tiveram muitas das suas demandas transferidas para o Pronto Socorro (PS) Municipal Maria Antonieta. Enfrentando superlotação e problemas estruturais, o PS também fechou no meio do ano. Deste modo, a população teve que recorrer às UBS para os prontos atendimentos.

Apesar de cada UBS possuir um perfil diferente, as três enfrentam problemas similares, sendo o desfalque de profissionais um dos mais gritantes. A UBS Jd. República atende cerca de 70 mil pessoas e, no dia da visita, contava com somente uma médica clínica. A UBS Jd. Orion, que deveria seguir a estratégia de saúde de família e comunidade, dispõe de apenas três médicos no momento. O certo seria contar com um para cada uma das suas sete equipes. Sem perspectiva de reposição dos profissionais, os poucos se voltam para urgência e emergência de PA (de demandas sintomática-respiratórias e outras). Já a Jd. Castro Alves é uma unidade integrada, na qual funciona uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA) junto a uma UBS. Quando os equipamentos da região fecharam, o AMA se tornou referência de PA, sobrecarregando os profissionais e sem a infraestrutura adequada para o volume de pacientes, como salas para os atendimentos.

Conversando com os médicos, os dirigentes do Sindicato constataram que as UBS mudaram completamente as características de um atendimento ambulatorial, assim como se modificaram os perfis da população atendida e da gravidade e complexidade do tipo de atendimento.

O Simesp se posiciona contra a desestruturação da saúde na zona sul, onde todas as unidades ambulatoriais enfrentam esses mesmos problemas após os fechamentos dos PS, sem aumentar a oferta de serviços em contrapartida. O Sindicato também exige a reposição dos médicos e ampliação do corpo funcional. A ASF alega que os médicos não são repostos por se tratar de uma região afastada. No entanto, o que se configura é a criação de uma área repelente, cujas condições de atendimento são completamente precárias. O médico que se dispuser a um atendimento ambulatorial, tocará um serviço de PS que apresenta demanda reprimida e superlotação, pois a população não tem para onde ir.

O combate a essas e outras irregularidades é prioridade do Sindicato. Para continuarmos na luta, o apoio dos profissionais é fundamental. Por isso, sindicalize-se! Saiba como é fácil se associar, clicando aqui.



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