Entrevista coletiva à imprensa, agendada para 10 de agosto, às 10h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), definirá as empresas de planos de saúde a sofrer paralisação do atendimento eletivo a partir de setembro.
Até lá, a Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar, composta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Associação Paulista de Medicina (APM), Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Academia de Medicina e Sociedades de Especialidade, mantém intensas negociações com todas aquelas dispostas a atender os pleitos da classe.
Em reunião na sede da APM, neste 25 de julho, para definir os principais tópicos da coletiva, estiveram presentes, além dos representantes das Sociedades de Especialidade e Regionais, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior; o diretor de Defesa Profissional da APM, Tomás P. Smith-Howard; e o presidente do Sindicato dos Médicos de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia Grande, Álvaro Norberto Valentim da Silva.
Para Azevedo a mobilização dos médicos pela recuperação dos honorários médicos continua forte não apenas no âmbito regional, mas estadual e nacional. "É importante salientar que o diálogo e os avanços nas negociações com boa parte das operadoras e empresas de seguro saúde são evidentes e promissores", afirmou o presidente do Cremesp.
O movimento pretende promover paralisações na saúde suplementar por tempo indeterminado, até que haja correção da defasagem dos valores pagos por consultas e procedimentos, assim como a regularização dos contratos quanto à cláusula de reajuste anual.
Nova reunião na sede da APM está agendada para o dia 8 de agosto.