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Chapa Simesp pela Base é eleita para comandar Sindicato no triênio 2026-2029

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03/09/2026 | Notícia Simesp

Chapa Simesp pela Base é eleita para comandar Sindicato no triênio 2026-2029

Thais Zenero Tubero será a primeira mulher a ocupar a presidência do Simesp em quase 100 anos de história da entidade

A Chapa 1 – Simesp pela Base foi eleita para comandar o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) no triênio 2026-2029. A apuração dos votos foi realizada nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, na sede da entidade com transmissão ao vivo. A Chapa eleita recebeu 83% dos votos válidos. A nova diretoria será presidida pela médica Thais Zenero Tubero, primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato em quase um século de história. A chapa assume o sindicato a partir de outubro. 

Ao comentar o resultado e o início da nova gestão, Thais destacou o significado histórico de uma mulher chegar à presidência do Simesp e ressaltou que a conquista representa uma trajetória coletiva construída por diferentes gerações de médicas.

“Pela primeira vez, numa história de quase 100 anos, uma mulher ocupa a presidência do Simesp. Não quero tratar isso como uma conquista pessoal, porque não cheguei aqui sozinha. Chego carregando a história de muitas mulheres médicas que vieram antes de mim, que sustentaram serviços, construíram o SUS, ensinaram, pesquisaram, cuidaram, fizeram política e participaram das lutas da nossa categoria, muitas vezes sem ocupar os espaços de decisão que deveriam ter ocupado”, afirma.

Para a nova presidente, ocupar esse espaço traz também a responsabilidade de ampliar a participação feminina nas instâncias de representação da categoria. “Espero sinceramente que, daqui a alguns anos, isso não seja uma novidade. Que outras mulheres ocupem essa cadeira, possam olhar para a direção do seu sindicato e reconhecer ali um espaço que também lhes pertence”, completa.

Defesa do trabalho médico

Entre as prioridades da nova gestão está o enfrentamento às transformações que vêm precarizando as relações de trabalho dos médicos, como a pejotização, a terceirização e a quarteirização, além da fragilização dos vínculos e das jornadas exaustivas.

Para Thais, o papel do Sindicato é justamente organizar coletivamente uma categoria que tem sido cada vez mais submetida à lógica da negociação individual. “Queremos transformar problemas que parecem individuais em lutas coletivas. Defender condições dignas de trabalho, remuneração justa e acesso a direitos. Queremos um sindicato presente onde médicas e médicos estão, nos hospitais, nas unidades básicas de saúde, nos serviços públicos, nas universidades e nas residências, que organize a categoria e não tenha medo dos conflitos que precisam ser enfrentados”, afirma.

A defesa do SUS também estará entre os eixos de atuação da gestão. Thais ressalta que a luta pelos direitos dos médicos está diretamente relacionada à defesa da saúde como direito da população e de um sistema público, universal e de qualidade.

Outro compromisso apontado pela presidente é a defesa da ciência e de uma prática médica baseada nas melhores evidências disponíveis, especialmente diante do avanço da desinformação em saúde impulsionada pelas redes sociais.

“Hoje começa uma nova gestão, mas começa principalmente uma responsabilidade coletiva. Temos muito trabalho pela frente. Queremos fazer do Simesp um sindicato cada vez mais presente, mais democrático, mais combativo e mais conectado à realidade de quem trabalha todos os dias na saúde”, conclui Thais.