Na noite da última quinta-feira, dia 18 de junho, foi realizada a cerimônia de posse da diretoria do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) gestão 2020-2023. Devido à pandemia em curso, o evento foi realizado virtualmente. Assista aqui.
Na cerimônia, foi entregue a Comenda Flamínio Fávero a Erivalder Guimarães, Otelo Chino Junior, Iraildes Nascimento, Solange Gomes e Vera Lúcia Jacino por cerca de três décadas de contribuição à categoria médica. Os dois primeiros como membros da diretoria da entidade e as demais como funcionárias do sindicato.
Em seu discurso de transição, Eder Gatti, presidente do Simesp entre 2014 e 2020, agradeceu a todos que estiveram juntos na luta pela defesa do médico e seu trabalho ao longo de suas gestões. Durante sua fala emocionada, Gatti também relembrou que muitas mudanças extremas aconteceram nesse período no Brasil, como a perda de direitos trabalhistas com as reformas trabalhista e previdenciária, além do desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS). “Mesmo com todas essas tempestades, nós resistimos. Não só resistimos, mas também às vezes atacamos. O Simesp continua sendo nesse período um ponto de apoio aos médicos trabalhadores. Um polo de lucidez no meio dessa loucura toda e procuramos também ser um vetor na contramão de todos esses retrocessos que aconteceram no país.”
Victor Dourado, que assume a presidência da nova gestão, disse que se sente honrado em suceder os diretores da direção anterior e também que é preciso unir forças para enfrentar o momento delicado que o país enfrenta em um cenário de avanço das políticas de extrema direita. “O governo age conforme os interesses dos mais ricos e ataca frontalmente os direitos sociais. A classe trabalhadora é empurrada para a miséria… Nós, médicos, precisamos assumir protagonismo diante dessa conjuntura desfavorável… Nós representamos um polo progressista dentro da medicina e dos trabalhadores da saúde.”
O novo presidente também falou sobre a nova diretoria dar continuidade ao trabalho de renovação do sindicato, com membros ainda mais jovens e que trabalham de acordo com o novo cenário da área médica, com vínculos como pessoa jurídica (PJ) e CLT. Além disso, é a primeira vez que a diretoria tem uma maioria de mulheres.