Somente seis anos depois o início do processo judicial, ocorreu em última instância a decisão favorável aos médicos. A pediatra da Prefeitura de São Paulo, Ana Cecília de Paula Buchaim, descreveu o pagamento dos precatórios como o “coroamento da justiça que foi feita, mesmo que tardia”. A médica ressaltou também a importância de ser sindicalizada e poder contar com os serviços do Simesp durante sua vida profissional e, agora aposentada, com os processos indenizatórios.
Para Eder Gatti, presidente do Simesp, a entrega dos cheques dos precatórios é um momento para dar boas notícias a colegas que, lamentavelmente, acabam se reunindo, na maioria das vezes, para discutir questões de precarização de trabalho e pejotização, cada vez mais comuns à categoria. “É a defesa do direito do colega médico que dá sentido à existência da entidade. Para nós é uma alegria poder conceder a vocês parte do desfecho de uma luta de mais de 20 anos”, enfatizou Eder.
Assim como os servidores municipais contemplados ontem, cerca de 200 médicos também receberam seus cheques de precatórios por ação movida pelo Simesp em fevereiro. Para Cristião Fernando Rosas, ginecologista e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), “finalizar um processo que faz justiça à uma ilegalidade ocorrida há mais de 20 anos encoraja as gerações de jovens médicos a não se deixarem desmotivar por ações autoritárias dos governantes, buscando sempre boas condições de trabalho para bem servir à população.”