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Bolsonaro põe em risco a população ao sugerir invasão aos hospitais

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13/06/2020 | Notícia Simesp

Bolsonaro põe em risco a população ao sugerir invasão aos hospitais

Mais uma vez, o presidente da república, Jair Bolsonaro, teve uma fala irresponsável que coloca em risco a população. Na última quinta-feira, dia 11 de junho, durante uma transmissão nas redes sociais, o presidente disse que “tem hospital de campanha perto de você, hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente está fazendo isso e mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda." O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) repudia a fala de Bolsonaro e, diante de mais um ato de irresponsabilidade social, a entidade não irá se calar.

Tal atitude, além de colocar a população em risco de contaminação ao invadir hospitais públicos durante a pandemia da Covid-19 (coronavírus), uma vez que essa entrada aconteceria de forma violenta e sem paramentação adequada, pode atrapalhar o serviço como um todo. A fala também demonstra total desrespeito aos profissionais de saúde que, diariamente, se expõem na luta do combate à doença, muitas vezes tendo que se afastar de seus familiares. Até hoje, dia 13 de junho, já foram 139 médicos que faleceram por conta da Covid-19.

As equipes responsáveis por atender casos de coronavírus e outras comorbidades que continuam acontecendo também precisariam se deslocar para conter a invasão e deixar os pacientes desassistidos por um longo período em razão da irresponsabilidade de Bolsonaro.

Deputados já invadiram o hospital de campanha do Anhembi
Os deputados estaduais Adriana Borgo (Pros), Marcio Nakashima (PDT), Leticia Aguiar (PSL), Coronel Telhada (PP) e Sargento Neri (Avante)e seus assessores já haviam invadido o hospital de campanha do Anhembi sem o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), dia 4 de junho, com lives em suas redes sociais com acusações infundadas sobre leitos ociosos e desrespeito a pacientes e funcionários. Na ocasião, os parlamentares também filmaram pacientes sem autorização.