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Boletim Eletrônico nº 524

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20/03/2015 | Notícia Simesp

Boletim Eletrônico nº 524


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nº524

20.03.2015

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Negociação

Médicos da Santa Casa recusam proposta da instituição

 

 

Profissionais deliberaram indicativo de greve caso dividas salariais não sejam quitadas


Em reunião na manhã da última sexta-feira, 20, os médicos da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recusaram a proposta da instituição de que os pagamentos das dividas salariais sejam feitos de acordo com as condições da venda de um imóvel na avenida Paulista (a vista ou parcelado) e até que a venda seja realizada, a Santa Casa propôs a pagar as verbas salariais atrasadas em 36 parcelas, iniciando o pagamento em agosto. Caso o imóvel seja vendido, a verba seria utilizada para quitar todos os salários atrasados.


Os profissionais consideraram a sugestão uma afronta e um desrespeito com os trabalhadores e, por isso, deliberaram que seja quitado imediatamente o salário de novembro e o 13º, com as devidas multas. “A Santa Casa não fechou as portas por causa da boa vontade dos médicos que aceitaram trabalhar sem receber, nós entendemos a difícil situação, mas chegamos a um momento que se tornou inaceitável”, expôs um dos médicos.  


O diretor técnico do Hospital Central, Rogerio Pecchini, participou da reunião representando a instituição e alegou que a forma de pagamento sugerida é a única forma de garantir que as dividas sejam quitadas. “Nós reconhecemos o esforço dos médicos, mas só podemos oferecer uma forma de pagamento que a Santa Casa tenha condições de honrar”, defendeu. 


O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) levará a deliberação da assembleia para discussão na próxima reunião de negociação no Mistério do Trabalho e Emprego (MTE), que será realizada na próxima quarta-feira, 25. No dia seguinte, 26 de março, às 12h, em local a ser definido, os médicos irão discutir o resultado da reunião no MTE, já com indicativo de greve, caso a Santa Casa não aceite as condições dos trabalhadores. 


 

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Sindhosfil

Simesp garante reajuste integral

 


O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) conquistou um importante avanço no acordo coletivo dos médicos das Santas Casas, Hospitais Filantrópicos e organizações sociais representados pelo Sindhosfil-SP, garantindo reajuste integral de 6,35% (INPC) a partir de 1º de setembro de 2014 (clique aqui e leia a convenção na íntegra). O médico que recebia R$ 10 mil, em 31 de agosto, passa a ter como vencimento R$ 10.635.


A negociação da campanha salarial de 2014 se estendeu porque o Simesp manteve a postura de não aceitar nada abaixo da inflação, conforme deliberação dos médicos nas assembleias. O Sindhosfil oferecia aumento de 3,20% a partir de 1° de setembro e 6,35% somente a partir de 1º de dezembro. Desta forma, o médico deixaria de ganhar 3,15% a mais no salário durante os meses de setembro, outubro e novembro. 


Com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) assinada, acaba a prática de fracionamento do reajuste imposta há anos pelo Sindhosfil. Os médicos vão receber todas as diferenças salariais de forma retroativa, ou seja, o percentual de 6,35% será aplicado a partir do mês de setembro. Esse montante será pago em cinco vezes.


Foram cerca de seis meses de intensas negociações e reuniões no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) até assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Tivemos um grande avanço, mas podemos conquistar muito mais se contarmos com a efetiva participação dos médicos na próxima campanha salarial. Dessa forma, poderemos levantar problemas em cada unidade e propor soluções, fazendo com que a campanha 2015 seja mais robusta”, avalia Eder Gatti, presidente do Simesp.


Na convenção, estão estabelecidos, entre outros pontos, o reajuste do piso salarial em 7%; a garantia de que nenhum médico será contratado com salário inferior ao de outro que exercia as mesmas funções e tenha sido demitido; a remuneração na base de um terço da hora normal para os períodos de sobreaviso (plantão à distância); os adicionais de 100% para as horas extras e de 40% para as horas noturnas; a concessão de intervalos para repouso e refeição no trabalho em regime de plantão; a assistência hospitalar gratuita na própria instituição; e o fracionamento das férias para os maiores de 50 anos.


Perdas históricas


De acordo com estudo realizado pelo Simesp, com a prática do fracionamento, os médicos acumularam nos últimos 10 anos perdas que chegam a 64,55% de um salário. Um profissional com vencimento de R$ 10 mil, por exemplo, deixou de receber R$ 6.455 no período. Considerando que as empresas representadas pelo Sindhosfil mantêm 15.778 vínculos empregatícios, dá para imaginar o quanto foi economizado por elas na última década.



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