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Sem salários Superintendente da Santa Casa afirma que não há previsão para efetuar pagamentos
Médicos têm nova assembleia na próxima terça-feira, 23, às 12h
Em assembleia, convocada pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), com os médicos da Santa Casa de São Paulo, na última quarta-feira, 17, o superintendente Irineu Massaia esclareceu dúvidas quanto à situação da instituição, afirmando que não há previsão concreta para efetuar os pagamentos dos salários e do 13° atrasados.
Na manhã desta quinta-feira, 18, houve nova reunião no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) quando os representantes da superintendência reafirmaram o posicionamento de Massaia, sem prometer uma possível data para o pagamento. A única sinalização deles é a de que, talvez, no dia 29 de dezembro haja uma resposta concreta quanto à quitação dos débitos. Participaram no MTE o Simesp, Sindicato dos Enfermeiros e do Sinsaudesp.
Conforme sugerido pela assembleia, o presidente do Sindicato, Eder Gatti, solicitou na reunião do MTE que se a instituição, por acaso, não tiver dinheiro para quitar toda a folha, pague ao menos uma parte para cada trabalhador, assim ninguém ficará completamente sem salário. “Além da quitação dos débitos, o Simesp exige o cumprimento de todos os direitos trabalhistas, conforme estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho”, alerta Gatti.
Massaia, que assumiu a superintendência em 22 de setembro deste ano, disse que há grande esforço para solucionar o problema, mas devido a grave crise, que se tornou pública em junho passado com o fechamento do pronto-socorro, não está conseguindo crédito com os bancos. “Estamos negociando com a Caixa (Econômica Federal) para que sejam liberados R$ 14 milhões de uma aplicação feita como garantia de transações anteriores, deveremos ter a resposta até esta sexta”, afirmou.
O superintende apelou aos médicos para que continuem suas atividades na instituição, alegando que uma greve poderia ferir ainda mais a credibilidade da Santa Casa perante os possíveis financiadores. Em apoio à instituição, os médicos decidiram manter os atendimentos, mas exigiram a manutenção do diálogo com a superintendência, o que foi aceito – inclusive uma nova assembleia acontecerá na próxima terça-feira, 23, às 12h, no Anfiteatro Prof. Dr. Emílio Athié – sala 2 (rua Dr. Cesário Motta Junior, 112 – Vila Buarque).
São 669 funcionários que desde o dia 5 de dezembro estão com os salários atrasados, desses 437 são médicos. Em relação ao 13º, a Santa Casa pagou R$ 300 referentes à primeira parcela aos funcionários que recebem até R$ 3.100.
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OSs Saúde municipal será pauta permanente de comissão de médicos
Trabalhadores das OSs querem minimizar problemas frequentes
Em assembleia na última segunda-feira, 15, os médicos com vínculos às organizações sociais, prestadoras de serviço da Prefeitura de São Paulo, formaram uma comissão para discutir a política de saúde praticada na cidade. A decisão é baseada nos recorrentes problemas enfrentados pelos profissionais, como o recente atraso no repasse das verbas para as OSs, que ocasionou atraso no pagamento dos salários; a implantação da UBS Integral, sem critérios técnicos definidos; a mudança dos contratos de gestão, além de falta de infraestrutura e insumos.
Para o presidente do Simesp, Eder Gatti, o envolvimento das bases nas reuniões qualifica o debate. “Uma estratégia é constituir um grupo de médicos para se reunir periodicamente, discutir a saúde de São Paulo, expor as nossas demandas e condições”, sugere.
A primeira reunião da comissão de médicos está agendada para dia 20 de janeiro, às 20h, na sede do Simesp. Conforme definido na assembleia, o médico interessado em participar da comissão pode entrar em contato com o Sindicato para obter mais informações, inclusive para ajudar na divulgação entre os colegas.
Atrasos
Na semana passada, o Simesp recebeu diversas denúncias de médicos que trabalham para as OSs Santa Casa de São Paulo e Sociedade Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM), relatando não terem recebido seus salários, que deveriam ter sido efetuados no dia 5 de dezembro. O Sindicato informou que os repasses para o pagamento da folha dos trabalhadores foram efetuados pela prefeitura no dia 12.
O Simesp atuou imediatamente na busca da regularização nos pagamentos, participando de reuniões com a prefeitura e com as organizações sociais, além de realização de assembleias com a categoria. O presidente do Simesp destacou que todas as OSs deixaram de receber a verba da prefeitura, mas a maioria honrou seus compromissos por meio de empréstimos. “A SPDM não o fez, pois demonstrou que não tem política de empréstimos, e a Santa Casa porque está enfrentando uma grave crise e, por isso, não consegue crédito”, alertou Gatti.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que quitou, no dia 12, mais de R$ 9,2 milhões para as OSs Sírio Libanês, Sociedade Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e Fundação Faculdade de Medicina (FFM), liquidando os débitos salariais dos médicos que trabalham nos prontos-socorros Vila Maria Baixa, Dr. Augusto Gomes de Mattos e Butantã, além dos hospitais Vereador José Storópolli, Dr. Benedicto Montenegro e o infantil, Menino Jesus. As demais organizações já haviam recebido no dia anterior. A administração alega que os décimos-terceiros serão pagos até o dia 19 de dezembro, como previsto em lei.
Agora, o Sindicato vai monitorar se as multas por atraso serão pagas, conforme estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho.
Campanha Salarial
Outro ponto da pauta foi as negociações para o reajuste salarial de 2014. A proposta do Sindhosfil São Paulo (entidade que representa santas casas, hospitais filantrópicos e organizações sociais) é aumento de 3% para setembro e outubro, e 6% a partir de novembro. O Simesp defende aumento salarial integral de 10% e reajuste do piso equivalente ao valor de mercado. “A posição do Sindicato, respaldada em assembleia anterior, é de não aceitar valores abaixo da inflação”, lembrou Eder Gatti.
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