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Ausência de médicos compromete atendimento no Hospital Ouro Verde

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18/08/2014 | Notícia Simesp

Ausência de médicos compromete atendimento no Hospital Ouro Verde

As faltas de dois médicos clínicos gerais comprometeram a realização de atendimentos no pronto-socorro adulto do Hospital Ouro Verde, em Campinas (SP), no domingo (17). Segundo a assessoria da Prefeitura, as ausências deles ocorreram "por motivos de saúde" e o serviço na unidade será normalizado a partir das 19h, quando haverá troca de plantão. Não houve reflexos nos atendimentos de considerados mais graves, segundo a unidade médica.

Uma funcionária da unidade médica, que preferiu não ser identificada pela reportagem, disse que, por conta da limitação de pessoal, os casos mais simples foram orientados a procurar os prontos-socorros de outros hospitais da cidade, incluindo Mário Gatti e Celso Pierro. O atendimento da unidade, neste domingo, foi realizado por dois médicos do setor de emergência, um especialista em ortopedia e outro da pediatria. Os servidores que faltaram são clínicos gerais. "Os casos ficaram concentrados nos médicos de emergência. Para tentar agilizar, os pacientes passam por triagem na enfermagem."

A assessoria de imprensa da Prefeitura não soube informar, até a publicação desta reportagem, qual o tempo médio de espera para consulta no PS adulto. Inaugurado em 2008, o Hospital Ouro Verde atende uma das regiões mais populosas de Campinas e é a unidade mais próxima do Aeroporto Internacional de Viracopos que realiza atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Diariamente, o hospital atende média de 500 pacientes no pronto-socorro.

Sem solução
A dona de casa Marizete Aparecida Soares chegou ao hospital por volta das 10h e relatou à EPTV, afiliada da TV Globo, que foi orientada a retornar ao hospital somente após 19h. "Estão dispensando todo mundo. Tem pessoas que chegaram ruim e voltaram para casa sem solução nenhuma. O que revolta é que, na hora de pedir voto, prometem mil coisas, e a gente fica nessa situação", lamentou a paciente.

O tom de indignação também foi mantido pela dona de casa Maria de Fátima de Oliveira Camargo. Ela também foi orientada a retornar ao local após a troca de plantão. Ela contou que há três semanas sofreu uma queda e, apesar de já ter passado por consultas médicas, ainda sente falta de ar e dores na região do abdômen. "Hoje disseram que não tem médico. Fiz a ficha, a enfermeira mediu a pressão, mas médico só 19h. Acho isso um absurdo", criticou.

Celso Pierro
A assessoria de imprensa do Hospital e Maternidade Celso Pierro disse que o pronto-socorro está lotado e tem 42 pacientes internados no espaço onde há 20 leitos disponíveis. Apesar de não haver restrição nos serviços, a unidade ligada à PUC-Campinas informou que a espera para atendimento pode chegar a 12 horas em casos não são considerados graves pelos médicos.