30/08/2018 | Notícia Simesp
Atraso nos salários dos médicos são recorrentes
A saúde de Osasco passa por uma grave crise. A prefeitura não contratou médicos concursados suficientes para atender a demanda, nem renovou os contratos de emergência com os profissionais. Como alternativa, o prefeito Rogério Lins terceirizou a mão de obra médica e agora essas empresas atrasam os salários de seus profissionais. Foi o que aconteceu na Maternidade Amador Aguiar, onde os médicos contratados pela empresa Pires & Vanci Serviços Médicos tiveram seus salários de maio pagos apenas no dia 20 de julho e os salários de junho só em 22 e 23 de agosto.
De acordo com denúncias recebidas pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a empresa já paga os médicos apenas 45 dias depois do término do mês e mesmo assim ainda atrasa essa data. Os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município também estiveram sem receber seus vencimentos.
Segundo o presidente do Simesp, Eder Gatti, os médicos contratados por essas empresas terceirizadas têm vínculos precários de emprego, sendo enquadrados como sócios ou prestadores de serviço. “Além de promover a fraude trabalhista, o modelo é ruim, os profissionais ficam sujeitos a calotes e são privados de direitos trabalhistas. A atitude de terceirizar mostra a irresponsabilidade do prefeito com a saúde da população”.
Além disso, faltam médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município porque os profissionais estão com medo de também receberem calote, pois são contratados pela mesma empresa.
Justificativas duvidosas
Segundo informações passadas pelos médicos, a empresa que contrata os profissionais do Samu alegou que os salários não foram pagos por “esquecimento”. Já sobre os pagamentos atrasados aos profissionais da maternidade, a empresa alega que não recebeu o repasse das verbas da prefeitura. Em contrapartida, a prefeitura informou aos profissionais que já realizou o repasse das verbas.