Simesp

Ato pelo Hospital Universitário acontece hoje, às 17h

Home > Ato pelo Hospital Universitário acontece hoje, às 17h
28/08/2019 | Notícia Simesp

Ato pelo Hospital Universitário acontece hoje, às 17h

Na tarde de hoje, dia 28 de agosto, moradores da região do Butantã realizarão ato, às 17h, pela contratação de profissionais para o Hospital Universitário (HU), que desde 2014 sobre com um quadro deficitário de profissionais. Em 2019 uma emenda no valor de R$ 40 milhões foi aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para que o quadro funcional do hospital fosse recomposto, o que ainda não aconteceu. A mobilização, organizada pelo Coletivo Butantã na Luta, terá concentração em frente ao Instituto Butantã (Avenida Vital Brasil, 1500).

Para Gerson Salvador, diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e médico do Hospital Universitário, o desmonte do hospital promovido pela administração da USP tem gerado uma piora crescente nas condições de atendimento à população. “É imprescindível que os recursos conquistados sejam empregados numa reestruturação efetiva do HU, passando pela reposição do quadro de funcionários e consequente reabertura dos leitos.”

Desde junho, a USP já recebeu pelo menos R$ 10 milhões do montante total da emenda de 2019. Do dinheiro auferido, R$ 6,5 milhões seriam para custeio do HU, enquanto os outros R$ 3,5 milhões deveriam ser empregados em recursos humanos, o que ainda não aconteceu.

Entenda o caso
Com o Plano de Demissão Voluntária (PDV), implementado pela Reitoria da USP em 2014, 25% dos leitos de internação foram fechados após o desligamento de mais de 200 profissionais. Como resultado, das 25 mil internações anuais realizadas na região do Butantã até 2013, 16 mil ocorriam no HU, hoje, o número caiu para cerca de 3 mil. Além disso, o corpo clínico, que contava com 299 médicos no mesmo ano, hoje atua com 248, comprometendo alas como a unidade de terapia intensiva (UTI) que atualmente opera com 12 leitos, oito a menos que em 2013.

Diante do desmonte do Hospital Universitário, funcionários e a sociedade civil se organizaram para coletar 44 mil assinaturas em um abaixo-assinado em prol do pleno funcionamento da instituição em 2018. As ações renderam R$ 48 milhões em emenda parlamentar conquistados junto a Alesp. Embora devesse ser empregado na restauração do hospital, o valor foi desviado de sua função, sendo integralmente utilizado para pagamentos de custos previdenciários.