De acordo com Eline Ethel, diretora do Simesp, um dos objetivos do movimento é alertar que a maior parte dessas mortes seriam evitáveis, caso o governo não tivesse uma posição genocida frente ao coronavírus. “O ato também teve como pauta ser contrário à intervenção militar no Ministério da Saúde, que já está em curso e visa acabar com o trabalho técnico frente à doença, incentivando agressões aos profissionais da linha de frente em seu ambiente de trabalho.”
Confira demais pautas do movimento:
– Contra o silêncio e a cumplicidade de algumas entidades médicas, como o conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam), frente às posições do governo federal.
– Pelo apoio à campanha de fila única de leitos, que garanta para toda a população acesso às unidades de terapia intensiva (UTIs) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tanto em serviços públicos quanto na saúde suplementar.
– Pelo aporte adequado do financiamento do SUS, pela suspensão da Emenda Constitucional (EC) 95, que congela os gastos públicos da saúde e da educação por 20 anos.
– “Vidas Negras Importam”, mostrando total solidariedade à população negra de nosso país, que é maioria em quantidade, mas minoria nos espaços de representação institucional e que vem sofrendo os impactos da epidemia, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade social.
– Contra a portaria 544 do Ministério da Educação (MEC), de junho de 2020, que estabelece caráter online e remoto aos estágios da área da saúde. Segundo Eline, além do descaso com as medidas de saúde pública, o governo federal vem mostrando seu descaso também com a educação de qualidade para a formação dos profissionais da área da saúde como mais um ataque.
– Contra a perseguição dos quadros técnicos do Ministério da Saúde (MS) frente às denúncias de que eles vêm sendo vigiados na vida profissional e também na privada após a intervenção militar em curso no MS, remontando práticas dos tempos de arbítrio que o país viveu em tempos ditatoriais.