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Ato nacional pelas vítimas de Covid-19 aconteceu ontem, dia 21

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22/06/2020 | Notícia Simesp

Ato nacional pelas vítimas de Covid-19 aconteceu ontem, dia 21

No último domingo, dia 21, às 10h, o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) participou como apoiador de manifestação pelos mortos por Covid-19 (coronavírus), em especial os médicos e todas as pessoas que estão na linha de frente do cuidado da saúde neste momento. Os atos aconteceram por todo o país e foram uma iniciativa da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares e da Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD). Em São Paulo, o ato aconteceu na Praça Roosevelt, na região central da cidade.

De acordo com Eline Ethel, diretora do Simesp, um dos objetivos do movimento é alertar que a maior parte dessas mortes seriam evitáveis, caso o governo não tivesse uma posição genocida frente ao coronavírus. “O ato também teve como pauta ser contrário à intervenção militar no Ministério da Saúde, que já está em curso e visa acabar com o trabalho técnico frente à doença, incentivando agressões aos profissionais da linha de frente em seu ambiente de trabalho.”

Confira demais pautas do movimento:

– Contra o silêncio e a cumplicidade de algumas entidades médicas, como o conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam), frente às posições do governo federal.

– Pelo apoio à campanha de fila única de leitos, que garanta para toda a população acesso às unidades de terapia intensiva (UTIs) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tanto em serviços públicos quanto na saúde suplementar.

– Pelo aporte adequado do financiamento do SUS, pela suspensão da Emenda Constitucional (EC) 95, que congela os gastos públicos da saúde e da educação por 20 anos.

– “Vidas Negras Importam”, mostrando total solidariedade à população negra de nosso país, que é maioria em quantidade, mas minoria nos espaços de representação institucional e que vem sofrendo os impactos da epidemia, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade social.

– Contra a portaria 544 do Ministério da Educação (MEC), de junho de 2020, que estabelece caráter online e remoto aos estágios da área da saúde. Segundo Eline, além do descaso com as medidas de saúde pública, o governo federal vem mostrando seu descaso também com a educação de qualidade para a formação dos profissionais da área da saúde como mais um ataque.

– Contra a perseguição dos quadros técnicos do Ministério da Saúde (MS) frente às denúncias de que eles vêm sendo vigiados na vida profissional e também na privada após a intervenção militar em curso no MS, remontando práticas dos tempos de arbítrio que o país viveu em tempos ditatoriais.