Algumas alterações no projeto de revisão da Declaração de Helsinki da Associação Médica Mundial (WMA) foram encaminhadas essa semana às 102 entidades nacionais filiadas. O documento foi debatido em um encontro na última segunda-feira em Washington, EUA, quando especialistas em Ética e delegados de associações nacionais analisaram mais de 120 sugestões de 36 países diferentes, enviadas por meio de consulta pública no início do ano, e propuseram a adoção de algumas dessas alterações.
O projeto de revisão foi submetido à apreciação das Associações Médicas Nacionais e do Comitê de Ética Médica da WMA, e encaminhado para votação durante o evento que acontecerá no Brasil, na cidade de Fortaleza, em Outubro.
Dr. Mukesh Haikerwal, presidente da WMA, considerou “extremamente proveitosa” a reunião em Washington. “A qualidade do debate em questões como riscos, encargos e benefícios, consentimento informado e o uso do placebo foi fundamental para que fôssemos capazes de finalizar nosso projeto de revisão”.
“A Declaração é um documento de importância determinante para pacientes, fisiologistas e pesquisadores médicos ao redor do mundo. Desde sua concepção em 1964, a Declaração tem guiado a forma como esses profissionais trabalham e a maneira como a questão ética é protegida. Tornou-se a base da ética em pesquisa contemporânea para médicos, governos e indústria nesse campo de orientação em relação a realização de pesquisa em seres humanos. A adesão a esses princípios é fundamental para preservar a confiança daqueles que são os sujeitos das pesquisas, nossos pacientes, bem como daqueles que as conduzem”, declarou.
As mudanças no projeto de revisão da Declaração incorpora um aumento na proteção para grupos vulneráveis e o fortalecimento das exigências éticas de forma explícita para uso do placebo quando há a possibilidade de tratamento eficaz já conhecido disponível.
Conheça a versão atual da Declaração de Helsinki.