A Assembleia dos médicos assistentes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto realizada nesta quarta-feira, dia 28, discutiu a pauta mínima de reivindicações para que a greve, que já dura três meses, possa chegar ao fim. A proposta aprovada foi encaminhada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Na tarde de terça-feira, os representantes da categoria receberam uma proposta de 19,5% de reajuste durante reunião com o secretário Giovanni Guido Cerri. O aumento está previsto em um projeto de lei que tramita na Assembléia Legislativa e deve contemplar todo funcionalismo público do Estado. Segundo os profissionais, o valor está abaixo do exigido. “Isso para a gente significa algo em torno de R$ 300, bem abaixo do que nós pedimos”, afirma o médico Ulysses Strogoff, diretor adjunto da regional do Simesp de Ribeirão Preto.
A Assembléia da última quarta-feira aprovou a seguinte pauta:
– Reajuste imediato considerando-se carga horária de 20 horas semanais: R$ 4.600 imediato, retroativo a abril; e R$ 5.725, a partir de janeiro de 2012;
– Reembolso dos descontos, considerando-se exclusivamente o ponto eletrônico, sem avaliação de docentes;
– Manter PCCS;
– Abono de 20% por tratar-se de hospital universitário (aulas, pesquisas, etc).
A proposta inicial seria uma recomposição salarial. Hoje, por uma carga horária de 20h/semanais, os médicos recebem R$ 3 mil. Com o reajuste proposto, iria para R$ 6,2 mil por 20h. “Iniciamos uma luta que não tem volta, só terminará quando atingirmos o piso salarial da categoria, quando nosso trabalho for reconhecido e ocuparmos uma posição que corresponda à nossa importância dentro do HC, que todos nossos direitos sejam respeitados, enfim quando pudermos exercer a profissão dignamente”, destaca Strogoff.